terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Entrevista: "o conteúdo está virando software", defende Gerd Leonhard
O limite que separava canais de TVs, estações de rádio e editoras de revistas, livros e jornais caiu - todas, daqui para frente, são empresas de multimídia.
A principal consequência da movimentação será a transformação do conteúdo em software: ou você oferece plataformas para melhor interação com os vídeos, as fotos, o texto e os gráficos e ganha destaque no entrocamento ou está condenado a repetir um modelo analógico de negócios.
A linha de pensamento é apresentada pelo futurólogo Gerd Leonhard nesta entrevista ao IDG Now!, em que detalha possíveis caminhos que editoras podem tomar para oferecer conteúdos mais interativos a seus usuários pode meio de plataformas como tablets, encarnados no hype com o lançamento do iPad, da Apple.
Em visita ao Brasil, onde falou no Mobile Monday desta segunda-feira (22/2) e ainda se apresentará no "The Future of Communication and Social Media", organizado pela agência NBS, Leonhard também discorre sobre o pagamento por conteúdo jornalístico online, defendido tradicional pelo The Wall Street Journal e seguido por The New York Times e Le Figaro.
Consultor de empresas como Nokia, BBC, Google e Sony/BMG, o futurólogo ainda enaltece veículos como Wired, The Guardian e NPR, além do próprio NYTimes, pelo uso de plataformas abertas e por ajudarem no que chamou de "cultura das APIs".
A Apple já media a venda de filmes e música entre estúdios e gravadoras com usuários pela iTunes Music Store. O iPad colocar a empresa no mesmo caminho para vender revistas e jornais?
Acho bom deixar claro que a Apple não vende conteúdos, mas sim hardware. O negócio primordial da Apple é garantir que os publishers estejam felizes. A Apple dá a eles (estúdios e gravadoras) a ilusão de que têm controle sobre seus conteúdos. Se considerarmos a música como um exemplo, as gravadoras adoram a iTunes (Music Store) pelos preços altos e pelas proteções (contra cópias), mas ninguém está comprando. Quer dizer, foram 7 bilhões de arquivos em 5 anos. Os números são muito baixos.
Comparados às trocas de arquivos por P2P?
Bom, é um número consideravelmente pequeno considerando o volume total de potenciais compradores de músicas. Você tem que ter um iPod, tem que gostar da Apple, ter um sistema de pagamento, pagar dólares... Isso quer dizer que menos de 2% da população está comprando (música) da Apple. A Apple não liga, já que a maioria do conteúdo no iPod não é comprado, é gratuito.
Acho que (a intermediação da Apple para livros, revistas e jornais) vai na mesma direção que todos os outros conteúdo. Basicamente, os publishers terão que começar a perceber que não podem usar tecnologia para assegurar preços altos e proteção contra cópias, já que ninguém vai se envolver em uma escala maior, apenas alguns consumidores exclusivos. Se eles se apoiarem na Apple para salvá-los, definitivamente isso não vai acontecer.
Há algum perigo na Apple acumular este papel de intermediador em conteúdos como filmes, músicas, revistas, livros e jornais?
O problema não está na Apple ou na tecnologias, mas sim no pensamento dos publishers em relação ao que podem fazer com o leitor. Em outras palavras, se o publisher vai usar o iPad para distribuir ainda mais conteúdo protegido, a maioria não comprará. É exatamente o que vimos com música: é ótimo, mas a maior parte dos usuários não comprará.
É obrigações das editoras de livros, jornais e revistas criarem novos modelos de negócios baseados nesta tecnologia, sem usá-la para trazer o antigo de volta. Por exemplo, podemos falar sobre a discussão do Kindle e o preço do livro eletrônico, que custa uma média de 9,9 dólares. As editoras querem cobrar mais, e não menos, pelo livro eletrônico. E isto é, obviamente, um grande erro.
Basicamente, o modelo de negócios para conteúdo digital não será baseado na venda de cópias de downloads. Vender downloads vai ser uma parte da estratégia para fazer dinheiro. Se você baixar muito o preço e convencer não 2%, mas 8% da população a comprar, então você também pode vender outras coisas.
Como o quê?
Uma editora, por exemplo, após vender a cópia de um livro de negócios, pode oferecer uma compilação dos 50 melhores capítulos de livros de negócios por 10 dólares com todos os extras que apenas a editora pode elaborar. O problema da mídia digital é que precisamos oferecer mais valor por um preço menor.
É mais ou menos como os estúdios de cinema vêm promovendo a tecnologia 3D como forma de oferecer uma experiência cinematográfica que a cópia vendida no camelô ou baixada não pode oferecer?
Existe, evidentemente, uma diferença. Quando você vê um filme no cinema, vai gastar quase duas horas do seu tempo. Você está mais propenso a gastar mais dinheiro. Quando você acessa notícias, lê um livro e ouve música, não precisa deste tipo de comprometimento. O sistema (de consumo) é completamente diferente.
O animador em relação ao iPad (e também a outros tablets e smartphones) é que os leitores podem se envolver profundamente com o conteúdo. Acho que é possível vender isto, mas é preciso estar esperto sobre como vender. Meu alerta para publisher é não fazer o que a indústria da música fez: pedir mais dinheiro, adicionar proteção contra cópias e não oferecer em determinados países.
Você viu o preview que a Wired publicou de como a revista deverá ser lida em tablets como o iPad? São essas as funções extras (como infrográficos em movimento) das quais você fala?
Sim, com certeza. É bom lembrar que, com estes tipos de aparelhos, todas as editoras de livros e revistas estão virando empresas de multimídia. Estamos perdendo a distinção entre editoras e estações de TV ou rádio. Essencialmente, toda empresa que está na indústria de conteúdo começa a ser uma produtora de conteúdo em diferentes plataformas. Esta é uma tendência para a qual a maioria das empresas não está preparada. O conteúdo está virando software. Não será fácil para as editoras.
Isto significa que editoras precisão contratar programadores da mesma forma como contratam hoje jornalistas, designers e fotógrafos?
De certa maneira sim, mas acho que já existem algumas plataformas que você pode explorar. Você pode usar softwares já existentes para publicar nesta mídia, como Blogger e TypePad são usadas por blogueiros ou Ning para redes sociais.
São plataformas robustas e confiáveis que simplesmente podemos usar. No entanto, as editoras precisam mudar a forma como veem seus conteúdos. Quando você vende um livro, não cobra pelas palavras, elas apenas fazem parte do processo. Veremos livros patrocinados por anúncios e revistas sustentadas por anúncios interativos.
O pagamento por conteúdo digital defendido pelo The Wall Street Journal está sendo seguido por jornais como The New York Times e Le Figaro. Trata-se de um caminho sem volta?
Coloquemos desta forma: acho que existem muitas maneiras de se cobrar por conteúdo, mas o problema é depender em apenas um caminho, já que cada continente é diferente, cada comunidade de usuários é diferente, cada país é diferente e cada cultura é diferente. A resposta seria "depende".
No geral, não acho que muitos jornais poderão cobrar por conteúdo da mesma forma como o The Wall Street Journal cobra. É uma audiência especial por não ser sensível à questão financeira. Se você tem uma audiência assim também, então você pode cobrar facilmente.
Mas acho que o modelo de jornais e revistas cobradas online não funcionará para a maioria delas. Funcionará àqueles que têm um valor extra. O princípio é sempre o mesmo: você precisa se conectar com seus usuários. Você tem que dar uma razão para comprar (a assinatura). Se não dá algo realmente justo, razoável e com preço justo, ele simplesmente vai te ignorar. o New York Times já tentou cobrar por assinaturas há três anos, mas conseguiu só 275 mil pessoas. Quase ninguém, basicamente.
O NYTimes se encaixa neste perfil de publicação que você descreveu para cobrar?
Eles têm (e algo que todos os publishers precisam) é confiança por parte dos leitores. Sempre que eles estiverem envolvidos com notícias (independente da fonte), será melhor. Por exemplo, algo que eles já vêm fazendo é acrescentar opiniões externas editadas, para que eu possa ler o NYTimes e trezentas outras fontes de tecnologia que foram filtradas.
Se eles me oferecerem ferramentas para achar notícias mais rapidamente, se eles me permitirem customizar a interface, então o NYTimes pode se tornar um canal importante para que eu possa comprar (assinatura).
A indústria de conteúdo deve olhar para as fabricantes de games como grande exemplo, já que muitos dos jogos estão sendo oferecidos de graça, especialmente social games, como os produzidos pela Zinga. Esses games são de graça, mas mais da metade estão gastando dinheiro comprando itens.
Acho que o NYTimes vai ter bastante sucesso quando passar pela sua crise - eles precisam se livrar de gastos antigos. O problema dos jornais não é que eles não conseguem (se pagar na web), mas sim que 80% de todo o gasto da operação não tem nada a ver com internet. Tem a ver com caminhões, impressoras e prédios.
Se eles se livrassem disso, poderiam render o suficiente para ter uma operação online sustentável. A realidade na maioria de revistas e jornais é que a produção de conteúdo consome apenas 20% do budget. O resto tem a ver com a produção física. Não é o conteúdo que consome muito dinheiro, é todo o resto que "come" o lucro.
Qual empresa de conteúdo (seja ela canal de TV, estação de rádio ou editora de livros, revistas e jornais) vem reaproveitando seu conteúdo para web e aparelhos móveis de maneira mais interessante?
Gosto muito do que o NYTimes vem fazendo, criando extras em suas aplicações móveis e oferecendo fontes externas em seu próprio site. Gosto da National Public Radio. Eles tem um aplicativo para iPhone que é simplesmente fantástico. Gosto do The Guardian, no Reino Unido, que tem uma plataforma totalmente com APIs e afins. É surpreendente. Adoro o que a Wired que vem fazendo, acho que eles têm muito sucesso na estratégia de marcas, com o site, os blogs e a revista.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
iPad é revolucionário, sim, mas faz pouco sentido no Brasil
Mas o (ou a?) tablet da Apple é exatamente o que Steve Jobs queria que fosse: um gadget para um segmento de mercado que talvez nem soubéssemos que existia até anteontem, que abarca potencialmente todo mundo, no longo prazo.
É um pouco difícil fazer hoje qualquer previsão sobre o sucesso do iPad, ou o quanto que as pessoas vão entender o seu propósito que é, sim, revolucionário. Mas uma coisa é certa: ele faz muito pouco sentido para os brasileiros. Aqui está o porquê.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Velha mídia é o alvo da Apple para novo "tablet"

Elas dizem também que a Apple está estudando como o conteúdo de jornais e revistas pode ser apresentado de maneira diferente no "tablet". Outras pessoas que foram informadas sobre o projeto dizem que o aparelho terá um teclado virtual.
Para amparar essa visão, a Apple negociou recentemente com editoras de livros, revistas e jornais para determinar como colaborar. A empresa ainda conversou com a Condé Nast Publications Inc., a HarperCollings Publishing e sua dona, a News Corp., que também publica o Wall Street Journal, sobre conteúdo para o "tablet", disseram as pessoas a par das negociações. A Apple está negociando, da mesma forma, com redes de televisão como CBS Corp. e a ABC, da Walt Disney Co., para criar uma assinatura mensal de televisão. A Apple está reformando o serviço iTunes, que atualmente vende música, vídeos e aplicativos, para servir ou novo produto.
A estratégia da Apple contrasta com a maneira como outras empresas de tecnologia têm lidado com conteúdo e seus veículos.
Um bom exemplo é o Google Inc., que oferece conteúdo gratuito para as pessoas em sites como o YouTube, com pouca distinção entre o material gerado por usuários e de produtores profissionais. Sites como Twitter e Facebook também criam locais para a disseminação de conteúdos de usuários. O resultado disso é que muitas editoras tradicionais estão lutando para se adaptar e lucrar num mundo centrado na internet.
Mas a estratégia de Jobs tem sido há muito tempo a de oferecer às pessoas novas maneiras de acessar e pagar por conteúdo de qualidade, em vez de reinventar o próprio conteúdo. A loja iTunes, por exemplo, se tornou a maior varejista de música do mundo, em parte, porque facilitou que as pessoas comprem músicas de grandes gravadoras por canção e não o álbum inteiro.
O receptor de mídia digital Apple TV também foi criado para permitir que as pessoas comprem ou aluguem filmes e programas de televisão.
Jobs, de 54 anos, "apoia a velha guarda e quer ajudá-la a encontrar novos meios de distribuição", diz uma pessoa que já trabalhou com o diretor-presidente da Apple. "O que impulsiona todas essas mudanças é a tecnologia e a Apple tem a capacidade de influenciar isso."
Não foi possível saber detalhes de como a Apple poderá cobrar pelo conteúdo do "tablet", mas pessoas a par do pensamento na empresa dizem que ela pode mudar as estruturar convencionais de pagamento da mesma maneira que o iTunes permitiu que as pessoas comprassem apenas uma canção de um álbum, por exemplo. Também não está claro como as pessoas poderão usar o novo aparelho para, com conexão sem fio, acessar conteúdo para ele.
Mas ainda é muito cedo para proclamar Jobs o salvador dos velhos meios de comunicação. Ela já enfrentou resistência de produtoras de televisão e de operadoras de cabo para licenciar os melhores produtos deles em vez de todo o conteúdo. Ainda por cima, a venda de músicas na loja iTunes ainda não cresceu o suficiente para compensar, para as gravadoras, o declínio das vendas de CDs. Mais problemático ainda para as gravadoras é que o volume de músicas baixadas parece que se aproxima do auge, enquanto o serviço da Apple se torna tão gigantesco que muitos executivos do setor musical reclamam que ele se tornou um poderoso leão-de-chácara entre gravadoras e clientes.
Um porta-voz da Apple disse que a empresa, sediada em Cupertino, na Califórnia, "não comenta boatos e especulações". A Apple enviou segunda-feira à imprensa um convite para "conhecer nossa última criação" num evento no dia 27. O WSJ já tinha divulgado que o "tablet", que a Apple planeja começar a vender em março, terá uma tela de 10 a 11 polegadas, dizem pessoas familiarizadas com a situação.
O "tablet" está longe de ser um sucesso garantido. Analistas dizem que as vendas dependerão do preço, que muitos acreditam que ficará na casa de US$ 1.000. A Apple também tem que convencer as pessoas de que vale a pena comprar o produto, mesmo que elas já tenham um iPhone e um notebook. E a Apple enfrenta a concorrência dos netbooks, mais baratos, e de outros leitores de livros eletrônicos como o Kindle, da Amazon.com.
O sucesso do produto dependerá de como ele "pode se encaixar na vida cotidiana do usuário (...) e se você tem conteúdo suficiente para torná-lo suficientemente importante para ser usado", disse Henry Lu, diretor da fabricante taiwanesa de computadores Micro-Star International Co., que não conseguiu vender um computador "tablet" que lançou há alguns anos.
Na área acadêmica, a Apple também enfrenta vários obstáculos para atrair universidades se o seu "tablet" não atender às demandas delas ou não for compatível com outros computadores e aparelhos que os estudantes já usam. A Amazon tinha esperança de conquistar o mercado com seu Kindle DX de tela de 9,7 polegadas, por exemplo, mas as escolas afirmaram que o aparelho não é suficientemente interativo ou não tinha elementos básicos como número da página ou imagens em cores.
O "tablet" da Apple ficou vários anos em produção. Jobs, um co-fundador da companhia que foi derrubado em 1985 e voltou em 1997, fechou o grupo que estava trabalhando num produto tipo "tablet" no fim dos anos 90, dizem duas pessoas a par da questão.
Dentro de poucos anos, porém, ele pôs engenheiros da divisão de computadores Macintosh da Apple para estudar um "tablet" outra vez, dizem pessoas familiarizadas com isso. Jobs matou projetos de "tablets" duas vezes em anos recentes por questões ligadas à curta duração da bateria e pouca memória, disse uma dessas pessoas.
Mais recentemente, o formato "tablet" tem sido o maio foco de Jobs desde que ele voltou ao trabalho, em junho de 2009, depois de tirar quase seis meses de licença médica para passar por transplante de fígado, dizem pessoas a par da situação.
Os esforços da Apple em conteúdo esquentaram no fim do ano passado. A empresa mandou em outubro representantes para a Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo, disse uma pessoa a par do assunto.
Na mesma época, a Apple começou a negociar com as redes de televisão uma assinatura que tivesse "o melhor da TV" e que envolveria o pagamento de uma taxa mensal por acesso "on-demand" a programas dos canais participantes, dando às pessoas outra maneira de acessar quando quisessem o conteúdo televisivo. Numa reunião em Nova York com uma rede de televisão, ainda em outubro, um executivo da Apple disse que a empresa está interessada em oferecer quatro a cinco programas por canal, disse uma pessoa a par da reunião.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Citroën une mídia online e mobile marketing para divulgar C4 Hatch
A campanha, que tem foco no varejo, conta com ação de cross englobando mídia gráfica com mídia mobile. Nela o usuário que for impactado pelo banner mobile - que o convida para conhecer o modelo Citroën C4 Hatch -, preencherá seu nome, telefone e CEP. Após isso, receberá um sms link com um mapa da concessionária da Citroën mais próxima do CEP digitado. Além disso, a Media Contacts e Mobext desenvolveram uma campanha específica de rally, mostrando que o modelo é pentacampeão do mundial de rally.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Mensagem educativa poderá ser obrigatória em propaganda na internet
A Comissão de Legislação Participativa aprovou na quarta-feira (16/12) a sugestão 176/09, da Associação Paulista do Ministério Público (APMP), que inclui a internet entre as modalidades de mídia obrigadas a veicular mensagens educativas de trânsito em conjunto com a publicidade comercial de produtos da indústria automobilística.
A Lei 12.006/09 inseriu cinco artigos no Código de Trânsito pelos quais toda peça publicitária destinada à divulgação, nos meios de comunicação social, de produto oriundo da indústria automobilística ou afim, inclua, obrigatoriamente, mensagem educativa de trânsito para veiculação conjunta.
Essa determinação aplica-se às emissoras de rádio e televisão, a publicações periódicas, como jornais e revistas, e a outdoors.
O objetivo da sugestão 176/09 é estender a obrigatoriedade à internet, em todas as suas formas, inclusive a de telefonia móvel.
Falha
O relator, deputado Roberto Britto (PP/BA), apresentou parecer favorável por entender que a sugestão da APMP "corrige uma falha" da Lei 12.006/09. Segundo Britto, a web é hoje um dos principais canais para veiculação de publicidade e não pode ser
ignorada.
"Deixar de arrolar a internet na lei demonstra falta de sintonia com os tempos atuais", resume o relator.
A sugestão será transformada em projeto de lei, da autoria da Comissão de Legislação Participativa, e terá tramitação regular na Câmara dos Deputados.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Os 50 melhores na categoria mídia exterior
Grupo de Mídia São Paulo abre inscrições para o II Curso de Planejamento de Mídia
O Grupo de Mídia São Paulo abriu as inscrições para o II Curso de Planejamento de Mídia, que será realizado na sede da instituição a partir do dia 05 de outubro. Com duração de quatro dias, o curso, que será ministrado pelas profissionais Luciana Schwartz e Mônica Carvalho, é indicado para profissionais que já passaram pelo curso básico ou que já estão atuando na área de mídia como assistente, coordenador ou planejador jr.
O investimento para sócios do Grupo de Mídia São Paulo e estudantes é de R$ 180.
Para não sócios o curso custa R$ 250. Mais informações pelo e-mail anete@gm.org.br.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Grupo de Mídia SP abre inscrições para curso básico de mídia
Aulas começam a ser ministradas na próxima segunda-feira (21)
Será realizado a partir da próxima segunda-feira (21), na sede do Grupo de Mídia São Paulo, o curso básico de mídia. Entre os principais assuntos que o curso abordará, destacam-se a evolução da atividade de mídia, o desenvolvimento técnico e sua importância no processo de comunicação.
A abertura do curso será feita pelo presidente do Grupo de Mídia São Paulo, Ângelo Franzão Neto, que dará aos participantes uma visão geral do mercado. Na seqüência a profissional Ana Lucia Guedes, da Borghierh Lowe, fará uma introdução ao mundo da pesquisa de mídia com o objetivo de ensinar aos estudantes os conceitos básicos da mídia, como cobertura, freqüência, cálculos de rentabilidade, perfil, circulação, page views, entre outros.
A função da mídia no contexto da Comunicação será o tema da aula da publicitária Adriana Pascale, da Y&R, que destacará também os principais aspectos estratégicos. João Oliver, da McCann, falará sobre instrumental de pesquisa de mídia. E quem encerrará as atividades será Igor Puga, da IDID/TBWA, que abordará as tendências da mídia interativa.
Informações pelo site do Grupo de Mídia.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Internet cresce 10% em julho
Cerca de 36,4 milhões de pessoas usaram a internet no trabalho ou em residências no último mês de julho, o que significa um crescimento de 10% sobre os 33,2 milhões registrados no mês anterior. Os dados são de estudo do Ibope Nielsen Online.
Segundo o levantamento, o tempo médio de uso continuou crescendo e atingiu as marcas de 71 horas e 30 minutos de tempo total, incluindo aplicativos, e de 48 horas e 26 minutos, considerando somente navegação em páginas. O número de pessoas com acesso à internet em casa ou no trabalho é de 44,5 milhões.
Entre os internautas residenciais, o número de usuários ativos chegou a 27,5 milhões de pessoas, um crescimento de 7,4% em relação aos 25,6 milhões do mês anterior, e de 8% sobre os 23,7 milhões de julho de 2008. O tempo de navegação em residências em julho cresceu 9% sobre junho e 21% sobre julho de 2008, e atingiu a marca inédita de 30 horas e 13 minutos por pessoa. O número de pessoas que moram em domicílios em que há a presença de computador com internet é de 40,2 milhões.
Na navegação no trabalho e em residências, as categorias com maior crescimento proporcional do número de usuários em julho na comparação com junho foram viagens e turismo, com evolução de 17,3%, automotivo, com aumento de 16,8%, e casa e moda, com crescimento mensal de 15,7%.
Em tempo de navegação por pessoa, as categorias que mais cresceram foram entretenimento, com 13,3%, buscadores, portais e comunidades, com 10,8%, e telecomunicações e serviços de internet, com 9,5%. “Sites de redes sociais, de comunicação e de entretenimento foram os que mais contribuíram para o crescimento do tempo médio de uso do internauta brasileiro no mês de julho”, informou José Calazans, analista de mídia do Ibope Nielsen Online.
Entre os dez países em que é realizada a pesquisa, o Brasil continua com o maior tempo por usuário, tanto na navegação em páginas quanto no tempo total, incluindo programas online. Na sequência aparecem Estados Unidos, Reino Unido, França, Japão, Espanha, Alemanha, Itália, Austrália e Suíça.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Expo Money lança jornal gratuito
Money Jornal vai tratar de assuntos como finanças, carreira e negócios
Durante a realição da 7ª edição do Expo Money, que acontece entre os dias 17 e 19 de setembro, em São Paulo, será lançado o Money Jornal. O informativo será distribuído no Centro de Convenções Transamérica e em pontos estratégicos da capital paulista, levando aos leitores reportagens sobre finanças, carreira, dicas de investimento, panorama sobre o mercado de ações, entrevistas com vários especialistas em finanças e palestrantes da Expo Money.
Feito em parceria com a Editora FullCase, o projeto terá tiragem de 20 mil exemplares. A ideia é que em 2010 ele seja distribuído semanalmente e com uma tiragem ainda maior. Antes de chegar a São Paulo, a edição zero (uma edição especial) do Money Jornal circulou na Expo Money Brasília, que aconteceu entre os dias 12 e 13 de agosto.
Informações - 7ª Expo Money – São Paulo
Local: Centro de Convenções do Transamérica Hotel
Av. Dr. Mario Vilas Boas Rodrigues, 387
Datas e horários:
17 e 18 de setembro: das 13h às 22h
19 de setembro: das 12h às 20h
Informações e inscrições: www.expomoney.com.br
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
AmBev negocia diretos de imagem de times
A ideia é lançar embalagens com o emblema de Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Atlético Mineiro e Cruzeiro e usar a imagem dos times em campanhas publicitárias.
Corinthians e São Paulo mantêm atualmente contrato com a Femsa, fabricante das marcas Kaiser e Sol.
Mas o acordo prevê exclusividade apenas para a exposição das marcas da cervejaria mexicana nos campos de treinamento e em placas durante as entrevistas coletivas.
A AmBev não comenta as negociações.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Rádio Gaúcha e Compacta Comunicação lançam nova mídia RDS
Além de ouvir, agora também é possível ler no rádio. A Rádio Gaúcha, do Grupo RBS, em parceria com a Compacta Comunicação, viabilizou o RDS (Rádio Data System) - um sistema de transmissão de dados em formato digital utilizado em transmissores de radiodifusão em FM.
A novidade consiste em permitir a visualização de várias informações, além da estação de rádio sintonizada, como nome da rádio e tipo de programação. Agora também será possível utilizar este espaço para publicidade, entre diversas informações. O RDS é muito difundo na Europa.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Centauro comemora Dia Nacional do Futebol
Salles Chemistri veicula anúncio nos jornais Placar e Lance

Dia 19 de julho comemora-se o Dia Nacional do Futebol e, para celebrar a data, a Centauro promoverá entre os dias 19 e 25 de julho uma semana de ofertas de itens para a prática de futebol. A divulgação da iniciativa é feita por meio de anúncio desenvolvido pela Salles Chemistri.
A peça faz uma intervenção numa página original de jornal, simulando um esquema tático de jogo. O título “Esta semana o assunto vai ser só futebol” reforça esta ideia. Criação de Rodrigo Strozenberg e Daniel D’Avila, com direção de Victor Hayashida e Hugo Rodrigues.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Pão de Açúcar muda logo por R$ 13,3 milhões
FutureBrand assina alteração da marca e do visual da rede de supermercados

O Pão de Açúcar acaba de alterar sua logomarca. O investimento na mudança é de R$ 13,3 milhões e envolve a alteração das fachadas e interior das lojas. A FutureBrand foi a responsável pelo trabalho de atualização da identidade visual da rede de supermercados. “A intenção não era fazer uma mudança, mas uma evolução. Reforçar os atributos, como a jovialidade que estava menos destacada na imagem da marca”, explicou Hélio Mariz de Carvalho, sócio-diretor da FutureBrand.
Essa é a sexta vez que a rede de supermercados muda a identidade visual desde a abertura da primeira loja, em 1959. Dessa vez, o trabalho de atualização da logomarca levou cerca de dois anos. “Os primeiros estudos de brand experience foram feitos em meados de 2007. As pesquisas mostraram o quanto a identidade visual era heterogênea nos diferentes canais. Era preciso transmitir o mesmo conceito”, falou Silvana Balbo, gerente de marketing do Pão de Açúcar.
De acordo com Carvalho, a mudança envolvia algo além de um novo desenho. “O processo começou há dois anos e abrangeu todo o significado da marca Pão de Açúcar, que é muito bem vista e querida. Isso mostra o cuidado que tínhamos que ter. Entre os atributos da marca está a inovação”, contou o sócio-diretor da FutureBrand.
O novo desenho tem como objetivo atingir uma faixa etária um pouco mais jovem. “O logo tem mais frescor, transparência, vigor... Tudo o que pudesse remeter à jovialidade”, disse Carvalho.
A mudança fica ainda mais clara na tipografia. “Quando comparamos as letras ao longo dos tempos, vemos que ela tinha traços mais duros, mais quadrados, com cantos. Hoje a letra tem caracteres mais suaves, mais soltos, quase femininos”, explicou.
Outra alteração foi na cor. Pão de Açúcar deixa de lado o azul e adere ao verde dos morrinhos. “Isso tem a ver com a proposta da empresa da preocupação com a sustentabilidade”, contou Carvalho.
O processo de alteração de toda a identidade visual das 144 lojas da rede será gradativo. A intenção do grupo é que até o fim do ano que vem todas estejam com a nova logomarca tanto dentro quanto fora do ponto-de-venda. Além das fachadas, a mudança envolve a troca de todo o material da loja: bandeirinhas nas seções, guarda-chuva, carrinhos, tapetes etc.
As primeiras lojas a passarem pelas mudanças serão as da Grande São Paulo. “Não muda apenas o logo, mas a fachada como um todo. As alterações dentro da loja também serão feitas de forma gradativa, de maneira que o consumidor possa se acostumar com a nova identidade visual, sem sofrer com uma grande ruptura”, contou Silvana.
Não é a primeira vez que o Grupo Pão de Açúcar trabalha com a FutureBrand. A agência já assinou outros projetos de arquitetura de marca da rede de supermercados, como as marcas Taeq e Qualità.
Para apresentar ao público a nova cara da rede de supermercados, a PA Publicidade, house do grupo, criou uma campanha, que tem estreia prevista para quinta-feira (16). Serão dois filmes de 60 segundos cada para a TV aberta e paga, mídia impressa para jornal e revista e banners nos PDVs. “O que a campanha procura mostrar é que o novo logo é a tradução gráfica do Pão de Açúcar, uma evolução natural. Para a comunicação usamos crianças em uma linguagem de metáfora”, falou Leda Cichello, gerente de atendimento da PA Publicidade para a bandeira Pão de Açúcar. A veiculação acontece até 29 de julho.
Além dessa comunicação institucional apresentando a nova identidade visual, a rede continua com as campanhas de ofertas normalmente.















































