Seguindo o tom democrático da internet, a publicidade a escolha da audiência começa a ganhar espaço no Brasil. Esta semana a empresa de publicidade digital Realmedia Latin America anunciou a oferta do formato de 'banner opt-in' em sua plataforma OpenAdStream. O portal de educação Universia é o primeiro dos cerca de 50 clientes locais da plataforma a testar o sistema.
Com a ferramenta, um banner especial convida o internauta a selecionar que tipo de publicidade deseja receber em suas próximas visitas ao site. "O opt-in banner tem dois efeitos: o publisher mostra para o cliente que tem um conhecimento mais profundo da audiência e quer oferecer um anúncio relevante ao usuário", afirma o managing director da Realmedia, Peter Gervai, ao IDG Now!.
Outra mensagem implícita na iniciativa é a de que "se o site tem de oferecer publicidade, que ela seja do interesse da audiência e que ela tenha o controle do que vai receber", observa Gervai.
O novo 'banner democrático' é mais direcionado a sites e portais de conteúdo editorial. Além do Universia, a Realmedia tem projetos com dois portais, que foram iniciados em novembro do ano passado.
Em uma semana no ar, o opt-in banner do Universia gerou uma alta taxa de cliques. "Todo mundo que clicou preencheu informações", afirma Gervai. No formato super banner, a peça traz opções de segmentos de mercado como moda, educação, entretenimento e esporte, que podem ser selecionados de forma múltipla.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Entrevista: "o conteúdo está virando software", defende Gerd Leonhard
Futurólogo da BBC e Nokia critica venda de cópias de downloads, destaca importância de programadores e equipara publishers a "empresas de multimídia".
O limite que separava canais de TVs, estações de rádio e editoras de revistas, livros e jornais caiu - todas, daqui para frente, são empresas de multimídia.
A principal consequência da movimentação será a transformação do conteúdo em software: ou você oferece plataformas para melhor interação com os vídeos, as fotos, o texto e os gráficos e ganha destaque no entrocamento ou está condenado a repetir um modelo analógico de negócios.
A linha de pensamento é apresentada pelo futurólogo Gerd Leonhard nesta entrevista ao IDG Now!, em que detalha possíveis caminhos que editoras podem tomar para oferecer conteúdos mais interativos a seus usuários pode meio de plataformas como tablets, encarnados no hype com o lançamento do iPad, da Apple.
Em visita ao Brasil, onde falou no Mobile Monday desta segunda-feira (22/2) e ainda se apresentará no "The Future of Communication and Social Media", organizado pela agência NBS, Leonhard também discorre sobre o pagamento por conteúdo jornalístico online, defendido tradicional pelo The Wall Street Journal e seguido por The New York Times e Le Figaro.
Consultor de empresas como Nokia, BBC, Google e Sony/BMG, o futurólogo ainda enaltece veículos como Wired, The Guardian e NPR, além do próprio NYTimes, pelo uso de plataformas abertas e por ajudarem no que chamou de "cultura das APIs".
A Apple já media a venda de filmes e música entre estúdios e gravadoras com usuários pela iTunes Music Store. O iPad colocar a empresa no mesmo caminho para vender revistas e jornais?
Acho bom deixar claro que a Apple não vende conteúdos, mas sim hardware. O negócio primordial da Apple é garantir que os publishers estejam felizes. A Apple dá a eles (estúdios e gravadoras) a ilusão de que têm controle sobre seus conteúdos. Se considerarmos a música como um exemplo, as gravadoras adoram a iTunes (Music Store) pelos preços altos e pelas proteções (contra cópias), mas ninguém está comprando. Quer dizer, foram 7 bilhões de arquivos em 5 anos. Os números são muito baixos.
Comparados às trocas de arquivos por P2P?
Bom, é um número consideravelmente pequeno considerando o volume total de potenciais compradores de músicas. Você tem que ter um iPod, tem que gostar da Apple, ter um sistema de pagamento, pagar dólares... Isso quer dizer que menos de 2% da população está comprando (música) da Apple. A Apple não liga, já que a maioria do conteúdo no iPod não é comprado, é gratuito.
Acho que (a intermediação da Apple para livros, revistas e jornais) vai na mesma direção que todos os outros conteúdo. Basicamente, os publishers terão que começar a perceber que não podem usar tecnologia para assegurar preços altos e proteção contra cópias, já que ninguém vai se envolver em uma escala maior, apenas alguns consumidores exclusivos. Se eles se apoiarem na Apple para salvá-los, definitivamente isso não vai acontecer.
Há algum perigo na Apple acumular este papel de intermediador em conteúdos como filmes, músicas, revistas, livros e jornais?
O problema não está na Apple ou na tecnologias, mas sim no pensamento dos publishers em relação ao que podem fazer com o leitor. Em outras palavras, se o publisher vai usar o iPad para distribuir ainda mais conteúdo protegido, a maioria não comprará. É exatamente o que vimos com música: é ótimo, mas a maior parte dos usuários não comprará.
É obrigações das editoras de livros, jornais e revistas criarem novos modelos de negócios baseados nesta tecnologia, sem usá-la para trazer o antigo de volta. Por exemplo, podemos falar sobre a discussão do Kindle e o preço do livro eletrônico, que custa uma média de 9,9 dólares. As editoras querem cobrar mais, e não menos, pelo livro eletrônico. E isto é, obviamente, um grande erro.
Basicamente, o modelo de negócios para conteúdo digital não será baseado na venda de cópias de downloads. Vender downloads vai ser uma parte da estratégia para fazer dinheiro. Se você baixar muito o preço e convencer não 2%, mas 8% da população a comprar, então você também pode vender outras coisas.
Como o quê?
Uma editora, por exemplo, após vender a cópia de um livro de negócios, pode oferecer uma compilação dos 50 melhores capítulos de livros de negócios por 10 dólares com todos os extras que apenas a editora pode elaborar. O problema da mídia digital é que precisamos oferecer mais valor por um preço menor.
É mais ou menos como os estúdios de cinema vêm promovendo a tecnologia 3D como forma de oferecer uma experiência cinematográfica que a cópia vendida no camelô ou baixada não pode oferecer?
Existe, evidentemente, uma diferença. Quando você vê um filme no cinema, vai gastar quase duas horas do seu tempo. Você está mais propenso a gastar mais dinheiro. Quando você acessa notícias, lê um livro e ouve música, não precisa deste tipo de comprometimento. O sistema (de consumo) é completamente diferente.
O animador em relação ao iPad (e também a outros tablets e smartphones) é que os leitores podem se envolver profundamente com o conteúdo. Acho que é possível vender isto, mas é preciso estar esperto sobre como vender. Meu alerta para publisher é não fazer o que a indústria da música fez: pedir mais dinheiro, adicionar proteção contra cópias e não oferecer em determinados países.
Você viu o preview que a Wired publicou de como a revista deverá ser lida em tablets como o iPad? São essas as funções extras (como infrográficos em movimento) das quais você fala?
Sim, com certeza. É bom lembrar que, com estes tipos de aparelhos, todas as editoras de livros e revistas estão virando empresas de multimídia. Estamos perdendo a distinção entre editoras e estações de TV ou rádio. Essencialmente, toda empresa que está na indústria de conteúdo começa a ser uma produtora de conteúdo em diferentes plataformas. Esta é uma tendência para a qual a maioria das empresas não está preparada. O conteúdo está virando software. Não será fácil para as editoras.
Isto significa que editoras precisão contratar programadores da mesma forma como contratam hoje jornalistas, designers e fotógrafos?
De certa maneira sim, mas acho que já existem algumas plataformas que você pode explorar. Você pode usar softwares já existentes para publicar nesta mídia, como Blogger e TypePad são usadas por blogueiros ou Ning para redes sociais.
São plataformas robustas e confiáveis que simplesmente podemos usar. No entanto, as editoras precisam mudar a forma como veem seus conteúdos. Quando você vende um livro, não cobra pelas palavras, elas apenas fazem parte do processo. Veremos livros patrocinados por anúncios e revistas sustentadas por anúncios interativos.
O pagamento por conteúdo digital defendido pelo The Wall Street Journal está sendo seguido por jornais como The New York Times e Le Figaro. Trata-se de um caminho sem volta?
Coloquemos desta forma: acho que existem muitas maneiras de se cobrar por conteúdo, mas o problema é depender em apenas um caminho, já que cada continente é diferente, cada comunidade de usuários é diferente, cada país é diferente e cada cultura é diferente. A resposta seria "depende".
No geral, não acho que muitos jornais poderão cobrar por conteúdo da mesma forma como o The Wall Street Journal cobra. É uma audiência especial por não ser sensível à questão financeira. Se você tem uma audiência assim também, então você pode cobrar facilmente.
Mas acho que o modelo de jornais e revistas cobradas online não funcionará para a maioria delas. Funcionará àqueles que têm um valor extra. O princípio é sempre o mesmo: você precisa se conectar com seus usuários. Você tem que dar uma razão para comprar (a assinatura). Se não dá algo realmente justo, razoável e com preço justo, ele simplesmente vai te ignorar. o New York Times já tentou cobrar por assinaturas há três anos, mas conseguiu só 275 mil pessoas. Quase ninguém, basicamente.
O NYTimes se encaixa neste perfil de publicação que você descreveu para cobrar?
Eles têm (e algo que todos os publishers precisam) é confiança por parte dos leitores. Sempre que eles estiverem envolvidos com notícias (independente da fonte), será melhor. Por exemplo, algo que eles já vêm fazendo é acrescentar opiniões externas editadas, para que eu possa ler o NYTimes e trezentas outras fontes de tecnologia que foram filtradas.
Se eles me oferecerem ferramentas para achar notícias mais rapidamente, se eles me permitirem customizar a interface, então o NYTimes pode se tornar um canal importante para que eu possa comprar (assinatura).
A indústria de conteúdo deve olhar para as fabricantes de games como grande exemplo, já que muitos dos jogos estão sendo oferecidos de graça, especialmente social games, como os produzidos pela Zinga. Esses games são de graça, mas mais da metade estão gastando dinheiro comprando itens.
Acho que o NYTimes vai ter bastante sucesso quando passar pela sua crise - eles precisam se livrar de gastos antigos. O problema dos jornais não é que eles não conseguem (se pagar na web), mas sim que 80% de todo o gasto da operação não tem nada a ver com internet. Tem a ver com caminhões, impressoras e prédios.
Se eles se livrassem disso, poderiam render o suficiente para ter uma operação online sustentável. A realidade na maioria de revistas e jornais é que a produção de conteúdo consome apenas 20% do budget. O resto tem a ver com a produção física. Não é o conteúdo que consome muito dinheiro, é todo o resto que "come" o lucro.
Qual empresa de conteúdo (seja ela canal de TV, estação de rádio ou editora de livros, revistas e jornais) vem reaproveitando seu conteúdo para web e aparelhos móveis de maneira mais interessante?
Gosto muito do que o NYTimes vem fazendo, criando extras em suas aplicações móveis e oferecendo fontes externas em seu próprio site. Gosto da National Public Radio. Eles tem um aplicativo para iPhone que é simplesmente fantástico. Gosto do The Guardian, no Reino Unido, que tem uma plataforma totalmente com APIs e afins. É surpreendente. Adoro o que a Wired que vem fazendo, acho que eles têm muito sucesso na estratégia de marcas, com o site, os blogs e a revista.
O limite que separava canais de TVs, estações de rádio e editoras de revistas, livros e jornais caiu - todas, daqui para frente, são empresas de multimídia.
A principal consequência da movimentação será a transformação do conteúdo em software: ou você oferece plataformas para melhor interação com os vídeos, as fotos, o texto e os gráficos e ganha destaque no entrocamento ou está condenado a repetir um modelo analógico de negócios.
A linha de pensamento é apresentada pelo futurólogo Gerd Leonhard nesta entrevista ao IDG Now!, em que detalha possíveis caminhos que editoras podem tomar para oferecer conteúdos mais interativos a seus usuários pode meio de plataformas como tablets, encarnados no hype com o lançamento do iPad, da Apple.
Em visita ao Brasil, onde falou no Mobile Monday desta segunda-feira (22/2) e ainda se apresentará no "The Future of Communication and Social Media", organizado pela agência NBS, Leonhard também discorre sobre o pagamento por conteúdo jornalístico online, defendido tradicional pelo The Wall Street Journal e seguido por The New York Times e Le Figaro.
Consultor de empresas como Nokia, BBC, Google e Sony/BMG, o futurólogo ainda enaltece veículos como Wired, The Guardian e NPR, além do próprio NYTimes, pelo uso de plataformas abertas e por ajudarem no que chamou de "cultura das APIs".
A Apple já media a venda de filmes e música entre estúdios e gravadoras com usuários pela iTunes Music Store. O iPad colocar a empresa no mesmo caminho para vender revistas e jornais?
Acho bom deixar claro que a Apple não vende conteúdos, mas sim hardware. O negócio primordial da Apple é garantir que os publishers estejam felizes. A Apple dá a eles (estúdios e gravadoras) a ilusão de que têm controle sobre seus conteúdos. Se considerarmos a música como um exemplo, as gravadoras adoram a iTunes (Music Store) pelos preços altos e pelas proteções (contra cópias), mas ninguém está comprando. Quer dizer, foram 7 bilhões de arquivos em 5 anos. Os números são muito baixos.
Comparados às trocas de arquivos por P2P?
Bom, é um número consideravelmente pequeno considerando o volume total de potenciais compradores de músicas. Você tem que ter um iPod, tem que gostar da Apple, ter um sistema de pagamento, pagar dólares... Isso quer dizer que menos de 2% da população está comprando (música) da Apple. A Apple não liga, já que a maioria do conteúdo no iPod não é comprado, é gratuito.
Acho que (a intermediação da Apple para livros, revistas e jornais) vai na mesma direção que todos os outros conteúdo. Basicamente, os publishers terão que começar a perceber que não podem usar tecnologia para assegurar preços altos e proteção contra cópias, já que ninguém vai se envolver em uma escala maior, apenas alguns consumidores exclusivos. Se eles se apoiarem na Apple para salvá-los, definitivamente isso não vai acontecer.
Há algum perigo na Apple acumular este papel de intermediador em conteúdos como filmes, músicas, revistas, livros e jornais?
O problema não está na Apple ou na tecnologias, mas sim no pensamento dos publishers em relação ao que podem fazer com o leitor. Em outras palavras, se o publisher vai usar o iPad para distribuir ainda mais conteúdo protegido, a maioria não comprará. É exatamente o que vimos com música: é ótimo, mas a maior parte dos usuários não comprará.
É obrigações das editoras de livros, jornais e revistas criarem novos modelos de negócios baseados nesta tecnologia, sem usá-la para trazer o antigo de volta. Por exemplo, podemos falar sobre a discussão do Kindle e o preço do livro eletrônico, que custa uma média de 9,9 dólares. As editoras querem cobrar mais, e não menos, pelo livro eletrônico. E isto é, obviamente, um grande erro.
Basicamente, o modelo de negócios para conteúdo digital não será baseado na venda de cópias de downloads. Vender downloads vai ser uma parte da estratégia para fazer dinheiro. Se você baixar muito o preço e convencer não 2%, mas 8% da população a comprar, então você também pode vender outras coisas.
Como o quê?
Uma editora, por exemplo, após vender a cópia de um livro de negócios, pode oferecer uma compilação dos 50 melhores capítulos de livros de negócios por 10 dólares com todos os extras que apenas a editora pode elaborar. O problema da mídia digital é que precisamos oferecer mais valor por um preço menor.
É mais ou menos como os estúdios de cinema vêm promovendo a tecnologia 3D como forma de oferecer uma experiência cinematográfica que a cópia vendida no camelô ou baixada não pode oferecer?
Existe, evidentemente, uma diferença. Quando você vê um filme no cinema, vai gastar quase duas horas do seu tempo. Você está mais propenso a gastar mais dinheiro. Quando você acessa notícias, lê um livro e ouve música, não precisa deste tipo de comprometimento. O sistema (de consumo) é completamente diferente.
O animador em relação ao iPad (e também a outros tablets e smartphones) é que os leitores podem se envolver profundamente com o conteúdo. Acho que é possível vender isto, mas é preciso estar esperto sobre como vender. Meu alerta para publisher é não fazer o que a indústria da música fez: pedir mais dinheiro, adicionar proteção contra cópias e não oferecer em determinados países.
Você viu o preview que a Wired publicou de como a revista deverá ser lida em tablets como o iPad? São essas as funções extras (como infrográficos em movimento) das quais você fala?
Sim, com certeza. É bom lembrar que, com estes tipos de aparelhos, todas as editoras de livros e revistas estão virando empresas de multimídia. Estamos perdendo a distinção entre editoras e estações de TV ou rádio. Essencialmente, toda empresa que está na indústria de conteúdo começa a ser uma produtora de conteúdo em diferentes plataformas. Esta é uma tendência para a qual a maioria das empresas não está preparada. O conteúdo está virando software. Não será fácil para as editoras.
Isto significa que editoras precisão contratar programadores da mesma forma como contratam hoje jornalistas, designers e fotógrafos?
De certa maneira sim, mas acho que já existem algumas plataformas que você pode explorar. Você pode usar softwares já existentes para publicar nesta mídia, como Blogger e TypePad são usadas por blogueiros ou Ning para redes sociais.
São plataformas robustas e confiáveis que simplesmente podemos usar. No entanto, as editoras precisam mudar a forma como veem seus conteúdos. Quando você vende um livro, não cobra pelas palavras, elas apenas fazem parte do processo. Veremos livros patrocinados por anúncios e revistas sustentadas por anúncios interativos.
O pagamento por conteúdo digital defendido pelo The Wall Street Journal está sendo seguido por jornais como The New York Times e Le Figaro. Trata-se de um caminho sem volta?
Coloquemos desta forma: acho que existem muitas maneiras de se cobrar por conteúdo, mas o problema é depender em apenas um caminho, já que cada continente é diferente, cada comunidade de usuários é diferente, cada país é diferente e cada cultura é diferente. A resposta seria "depende".
No geral, não acho que muitos jornais poderão cobrar por conteúdo da mesma forma como o The Wall Street Journal cobra. É uma audiência especial por não ser sensível à questão financeira. Se você tem uma audiência assim também, então você pode cobrar facilmente.
Mas acho que o modelo de jornais e revistas cobradas online não funcionará para a maioria delas. Funcionará àqueles que têm um valor extra. O princípio é sempre o mesmo: você precisa se conectar com seus usuários. Você tem que dar uma razão para comprar (a assinatura). Se não dá algo realmente justo, razoável e com preço justo, ele simplesmente vai te ignorar. o New York Times já tentou cobrar por assinaturas há três anos, mas conseguiu só 275 mil pessoas. Quase ninguém, basicamente.
O NYTimes se encaixa neste perfil de publicação que você descreveu para cobrar?
Eles têm (e algo que todos os publishers precisam) é confiança por parte dos leitores. Sempre que eles estiverem envolvidos com notícias (independente da fonte), será melhor. Por exemplo, algo que eles já vêm fazendo é acrescentar opiniões externas editadas, para que eu possa ler o NYTimes e trezentas outras fontes de tecnologia que foram filtradas.
Se eles me oferecerem ferramentas para achar notícias mais rapidamente, se eles me permitirem customizar a interface, então o NYTimes pode se tornar um canal importante para que eu possa comprar (assinatura).
A indústria de conteúdo deve olhar para as fabricantes de games como grande exemplo, já que muitos dos jogos estão sendo oferecidos de graça, especialmente social games, como os produzidos pela Zinga. Esses games são de graça, mas mais da metade estão gastando dinheiro comprando itens.
Acho que o NYTimes vai ter bastante sucesso quando passar pela sua crise - eles precisam se livrar de gastos antigos. O problema dos jornais não é que eles não conseguem (se pagar na web), mas sim que 80% de todo o gasto da operação não tem nada a ver com internet. Tem a ver com caminhões, impressoras e prédios.
Se eles se livrassem disso, poderiam render o suficiente para ter uma operação online sustentável. A realidade na maioria de revistas e jornais é que a produção de conteúdo consome apenas 20% do budget. O resto tem a ver com a produção física. Não é o conteúdo que consome muito dinheiro, é todo o resto que "come" o lucro.
Qual empresa de conteúdo (seja ela canal de TV, estação de rádio ou editora de livros, revistas e jornais) vem reaproveitando seu conteúdo para web e aparelhos móveis de maneira mais interessante?
Gosto muito do que o NYTimes vem fazendo, criando extras em suas aplicações móveis e oferecendo fontes externas em seu próprio site. Gosto da National Public Radio. Eles tem um aplicativo para iPhone que é simplesmente fantástico. Gosto do The Guardian, no Reino Unido, que tem uma plataforma totalmente com APIs e afins. É surpreendente. Adoro o que a Wired que vem fazendo, acho que eles têm muito sucesso na estratégia de marcas, com o site, os blogs e a revista.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Fernando Figueiredo, presidente da Bullet, fala sobre o mercado de comunicação
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
SMS com publicidade está proibido pela Anatel
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) proibiu todas as operadoras de telefonia móvel de encaminharem mensagens de texto não solicitadas a seus consumidores. A medida é uma recomendação feita pelo MPF (Ministério Público Federal).
A partir de 1° de maio de 2010, todas as operadoras terão que elaborar contratos de adesão ao serviço de telefonia móvel com cláusulas em que o cliente possa optar por receber ou não mensagens publicitárias.
As cláusulas devem ser redigidas de forma clara, acrescidas de um campo onde o usuário deverá assinalar se deseja ou não receber tais mensagens.
Segundo informa o MPF, esse campo específico deverá estar, obrigatoriamente, localizado junto ao parágrafo que trata do assunto, antes da assinatura do usuário, aderindo aos termos dos contratos.
Nos contratos vigentes, os usuários que não quiserem mais receber as mensagens publicitárias deverão entrar em contato com suas operadoras e manifestar seu desejo de não mais receber mensagens publicitárias em seus telefones celulares.
Contratos
No mesmo documento, a Anatel ainda determinou que todos os contratos, a partir de 1º de maio, deverão ser redigidos com fonte de tamanho não inferior ao corpo 12. A determinação segue a alteração feita no artigo 54, do Código de Defesa do Consumidor. A Lei 11.785/08, entre outras obrigações, determina que contratos devam ser redigidos, no mínimo, com corpo 12.
Segundo o procurador, Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, autor da recomendação, o cliente tem direito à privacidade e deve ter a possibilidade de escolher se quer receber ou não mensagens em seu aparelho.
“O MPF verificou que o usuário recebe todo o tipo de mensagem em seu celular, como jogos de azar e promoções, sem pedir ou poder optar por não receber, com isso as empresas ofendem o direito a privacidade e o consumidor tem direito a optar por não receber tais mensagens”, afirma o procurador, que manterá o procedimento aberto para verificar se as operadoras cumprirão as determinações da Anatel.
A partir de 1° de maio de 2010, todas as operadoras terão que elaborar contratos de adesão ao serviço de telefonia móvel com cláusulas em que o cliente possa optar por receber ou não mensagens publicitárias.
As cláusulas devem ser redigidas de forma clara, acrescidas de um campo onde o usuário deverá assinalar se deseja ou não receber tais mensagens.
Segundo informa o MPF, esse campo específico deverá estar, obrigatoriamente, localizado junto ao parágrafo que trata do assunto, antes da assinatura do usuário, aderindo aos termos dos contratos.
Nos contratos vigentes, os usuários que não quiserem mais receber as mensagens publicitárias deverão entrar em contato com suas operadoras e manifestar seu desejo de não mais receber mensagens publicitárias em seus telefones celulares.
Contratos
No mesmo documento, a Anatel ainda determinou que todos os contratos, a partir de 1º de maio, deverão ser redigidos com fonte de tamanho não inferior ao corpo 12. A determinação segue a alteração feita no artigo 54, do Código de Defesa do Consumidor. A Lei 11.785/08, entre outras obrigações, determina que contratos devam ser redigidos, no mínimo, com corpo 12.
Segundo o procurador, Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, autor da recomendação, o cliente tem direito à privacidade e deve ter a possibilidade de escolher se quer receber ou não mensagens em seu aparelho.
“O MPF verificou que o usuário recebe todo o tipo de mensagem em seu celular, como jogos de azar e promoções, sem pedir ou poder optar por não receber, com isso as empresas ofendem o direito a privacidade e o consumidor tem direito a optar por não receber tais mensagens”, afirma o procurador, que manterá o procedimento aberto para verificar se as operadoras cumprirão as determinações da Anatel.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Site tem 1,5% das vendas da Casas Bahia
A loja online da Casas Bahia, que estreou há um ano, já responde por 1,5% do faturamento total da rede.
As vendas por e-commerce da Casas Bahia foram de 13 bilhões de reais no ano passado. Em 2009, o site recebeu 52 milhões de acessos e teve 500 milhões de pageviews.
Segundo a empresa, o site publicou 400 vídeos explicativos de produtos, que receberam 3,8 milhões de visitas, no total. No site, estão à venda 4 mil produtos, distribuídos em 13 categorias.
A loja virtual só vende para regiões onde há lojas físicas. É possível, inclusive, retirar o produto na loja física, se isso for desejado. Confira a entrevista com Frederico Wanderley, CIO da Casas Bahia, em que ele comenta a estratégia de e-commerce da empresa.
As vendas por e-commerce da Casas Bahia foram de 13 bilhões de reais no ano passado. Em 2009, o site recebeu 52 milhões de acessos e teve 500 milhões de pageviews.
Segundo a empresa, o site publicou 400 vídeos explicativos de produtos, que receberam 3,8 milhões de visitas, no total. No site, estão à venda 4 mil produtos, distribuídos em 13 categorias.
A loja virtual só vende para regiões onde há lojas físicas. É possível, inclusive, retirar o produto na loja física, se isso for desejado. Confira a entrevista com Frederico Wanderley, CIO da Casas Bahia, em que ele comenta a estratégia de e-commerce da empresa.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Skol lança aplicativo para web, iPhone e iPod
A cerveja Skol lança um novo aplicativo para internet, iPhone e iPod Touch, a Rádio Skol.
A ferramenta - criada pela Aorta Entretenimento, com texto, layout e gerenciamento da F/Nazca - pode ser acessada pelo site ou baixada de forma gratuita na Apple Store.
O aplicativo foi desenvolvida em três canais de áudio: Rádio Skol, que traz músicas pop do mundo, além de programação que abrange diversos assuntos da marca; Rádio Skol Folia, com ritmos baianos e Rádio Skol Beats, que toca música eletrônica, além de trazer entrevistas e matérias especiais linkadas com o portal da marca.
A ferramenta - criada pela Aorta Entretenimento, com texto, layout e gerenciamento da F/Nazca - pode ser acessada pelo site ou baixada de forma gratuita na Apple Store.
O aplicativo foi desenvolvida em três canais de áudio: Rádio Skol, que traz músicas pop do mundo, além de programação que abrange diversos assuntos da marca; Rádio Skol Folia, com ritmos baianos e Rádio Skol Beats, que toca música eletrônica, além de trazer entrevistas e matérias especiais linkadas com o portal da marca.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Revolução 3D perto das casas
A tecnologia 3D está próxima de chegar aos lares e deixar de ser exclusividade das telas de cinema. A maioria dos fabricantes de eletrônicos já apresenta planos de televisores e aparelhos de Blu-ray aptos à essa tecnologia para 2010.
A indústria de eletrônicos tem investido em pesquisas para proporcionar que a novidade chegue rapidamente às casas. É certo que isso não acontecerá de imediato, mas espera-se que em breve a tecnologia esteja disponível a todo aquele que puder pagar por ela.
Dentro da chamada revolução 3D os cineastas já podem filmar diretamente nas três dimensões através de uma câmera Panasonic, a partir de junho, o canal ESPN exibirá 85 eventos esportivos com a tecnologia e a Sony, em parceria com a Discovery, planeja um canal inteiro em 3D.
A indústria de eletrônicos tem investido em pesquisas para proporcionar que a novidade chegue rapidamente às casas. É certo que isso não acontecerá de imediato, mas espera-se que em breve a tecnologia esteja disponível a todo aquele que puder pagar por ela.
Dentro da chamada revolução 3D os cineastas já podem filmar diretamente nas três dimensões através de uma câmera Panasonic, a partir de junho, o canal ESPN exibirá 85 eventos esportivos com a tecnologia e a Sony, em parceria com a Discovery, planeja um canal inteiro em 3D.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Abradi começa o ano discutindo Marco Regulatório Civil da Internet
Tendência é que regulamentação seja um futuro Projeto de Lei simples
A Abradi (Associação Brasileira de Agências Digitais) aproveitou sua primeira reunião executiva de 2010 para debater o Marco Regulatório Civil da Internet, lançado em outubro do ano passado pelo Ministério da Justiça em parceria com a Fundação Getulio Vargas. “O objetivo era entender o Marco Civil e ver de que forma a Abradi pode intervir e apoiar a discussão da regulamentação da internet. A reunião foi para nos atualizarmos no processo, entendê-lo melhor e participar de forma efetiva dele”, disse Cesar Paz, presidente da associação.
O Marco Civil foi redigido após a primeira fase de debates, de outubro a dezembro do ano passado, com base em cerca de 800 contribuições, e deve servir de base para uma futura legislação sobre o assunto.
Além da Abradi, participaram do debate representantes do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), do Ministério da Justiça e do Centro de Tecnologia e Sociedade do Departamento de Direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro.
De acordo com Paz, essa discussão sobre os princípios e valores da internet é essencial para servir de base para a futura criação de um projeto de lei. “Esse Marco Civil é um contraponto à criminalização que já foi discutida”, falou Paz.
O Marco Regulatório Civil da Internet levanta três principais eixos de discussão: direitos individuais e coletivos, que abrange as questões de privacidade, liberdade de expressão, direito ao acesso etc; responsabilidade dos atores, que diz respeito à definição de quem deve responder pelo que é publicado; e diretrizes governamentais, que aborda a infraestrutura, a conectividade e a inclusão digital. “A tendência de organização dessa regulamentação é que seja um Projeto de Lei simples e amplo. Temos de ter cuidado para não cair no furor regulamentatório”, explicou Paz.
Paz contou que a Abradi se comprometeu a ajudar na divulgação do trabalho do CGI. “Quando se fala em internet necessariamente se impacta a tecnologia da informação e a comunicação. Toda a regulamentação da rede afeta os negócios e o comportamento dos consumidores”, disse o presidente da Abradi.
A Abradi (Associação Brasileira de Agências Digitais) aproveitou sua primeira reunião executiva de 2010 para debater o Marco Regulatório Civil da Internet, lançado em outubro do ano passado pelo Ministério da Justiça em parceria com a Fundação Getulio Vargas. “O objetivo era entender o Marco Civil e ver de que forma a Abradi pode intervir e apoiar a discussão da regulamentação da internet. A reunião foi para nos atualizarmos no processo, entendê-lo melhor e participar de forma efetiva dele”, disse Cesar Paz, presidente da associação.
O Marco Civil foi redigido após a primeira fase de debates, de outubro a dezembro do ano passado, com base em cerca de 800 contribuições, e deve servir de base para uma futura legislação sobre o assunto.
Além da Abradi, participaram do debate representantes do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), do Ministério da Justiça e do Centro de Tecnologia e Sociedade do Departamento de Direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro.
De acordo com Paz, essa discussão sobre os princípios e valores da internet é essencial para servir de base para a futura criação de um projeto de lei. “Esse Marco Civil é um contraponto à criminalização que já foi discutida”, falou Paz.
O Marco Regulatório Civil da Internet levanta três principais eixos de discussão: direitos individuais e coletivos, que abrange as questões de privacidade, liberdade de expressão, direito ao acesso etc; responsabilidade dos atores, que diz respeito à definição de quem deve responder pelo que é publicado; e diretrizes governamentais, que aborda a infraestrutura, a conectividade e a inclusão digital. “A tendência de organização dessa regulamentação é que seja um Projeto de Lei simples e amplo. Temos de ter cuidado para não cair no furor regulamentatório”, explicou Paz.
Paz contou que a Abradi se comprometeu a ajudar na divulgação do trabalho do CGI. “Quando se fala em internet necessariamente se impacta a tecnologia da informação e a comunicação. Toda a regulamentação da rede afeta os negócios e o comportamento dos consumidores”, disse o presidente da Abradi.
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iPad é revolucionário, sim, mas faz pouco sentido no Brasil
Provavelmente essa primeira geração do iPad não é para você, que está lendo um site de tecnologia no Brasil, por algumas falhas que irritam os mais tecnófilos. Aliás, não há como negar que boa parte dos maiores fãs da Apple ficaram um pouco (ou muito) decepcionados com o que foi revelado há dois dias.
Mas o (ou a?) tablet da Apple é exatamente o que Steve Jobs queria que fosse: um gadget para um segmento de mercado que talvez nem soubéssemos que existia até anteontem, que abarca potencialmente todo mundo, no longo prazo.
É um pouco difícil fazer hoje qualquer previsão sobre o sucesso do iPad, ou o quanto que as pessoas vão entender o seu propósito que é, sim, revolucionário. Mas uma coisa é certa: ele faz muito pouco sentido para os brasileiros. Aqui está o porquê.
Mas o (ou a?) tablet da Apple é exatamente o que Steve Jobs queria que fosse: um gadget para um segmento de mercado que talvez nem soubéssemos que existia até anteontem, que abarca potencialmente todo mundo, no longo prazo.
É um pouco difícil fazer hoje qualquer previsão sobre o sucesso do iPad, ou o quanto que as pessoas vão entender o seu propósito que é, sim, revolucionário. Mas uma coisa é certa: ele faz muito pouco sentido para os brasileiros. Aqui está o porquê.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
ESPM apresenta novo modelo de negócio para a TV
Palestra acontece no próximo dia 11 de fevereiro
“O impacto das novas tecnologias no modelo de negócio da TV” é o tema palestra que encerra o 3º Ciclo de Palestras ESPM: negócios sob múltiplas perspectivas.O evento será ministrado, no dia 11 de fevereiro, pelo consultor, pesquisador de tendências e planejamento em tecnologia da informação e professor Rafael Lamardo.
Durante o encontro, Lamardo apontará o surgimento e o impacto de um novo cenário competitivo para a indústria da TV, criado nas últimas duas décadas por meio do amadurecimento da internet e com a consolidação da telefonia móvel como plataforma de comunicação.
Informações pelo site da instituição.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Governo federal prepara lançamento do Portal Brasil
O governo federal lança em março deste ano o Portal Brasil, nova página do poder público na internet. O site servirá para unificar informações sobre órgãos do Estado, alem de oferecer serviços de utilidade aos cidadãos. A página será coordenada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).
Na última quinta-feira (21), o projeto chegou a ser apresentado durante reunião do presidente Lula com ministros na Granja do Torto, em Brasília. A Secom informa, porém, que a página ainda está em fase de ajustes finais e deverá ser convocada uma coletiva à imprensa, em breve, para divulgação final do projeto.
De acordo com a Secretaria, o portal será uma reformulação das páginas da Presidência e Brasil.gov.br, que serão mantidos. O objetivo é oferecer um site de informações, serviços ao cidadão, e com recursos de interatividade.
A página terá ainda uma área voltada ao mercado internacional, feita em inglês, com foco nos investidores estrangeiros. Posteriormente, a ideia é de que o site também traga informações em espanhol e francês.
Na última quinta-feira (21), o projeto chegou a ser apresentado durante reunião do presidente Lula com ministros na Granja do Torto, em Brasília. A Secom informa, porém, que a página ainda está em fase de ajustes finais e deverá ser convocada uma coletiva à imprensa, em breve, para divulgação final do projeto.
De acordo com a Secretaria, o portal será uma reformulação das páginas da Presidência e Brasil.gov.br, que serão mantidos. O objetivo é oferecer um site de informações, serviços ao cidadão, e com recursos de interatividade.
A página terá ainda uma área voltada ao mercado internacional, feita em inglês, com foco nos investidores estrangeiros. Posteriormente, a ideia é de que o site também traga informações em espanhol e francês.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Velha mídia é o alvo da Apple para novo "tablet"

Com o lançamento na semana que vem de um novo computador em formato "tablet", o diretor-presidente da Apple Inc., Steve Jobs, segue uma rota que vai contra o senso comum: apostar em mídias tradicionais como livros escolares, jornais e televisão, disserampessoas a par da questão. Para desenvolver o novo aparelho, a Apple se concentrou principalmente no papel que o produto pode ter nos lares e nas salas de aula, dizem pessoas a par da situação. A visão da empresa é que o "tablet" poderá ser compartilhado por vários familiares para ler notícias e checar email em casa, disseram as pessoas. Na sala de aula, a Apple está explorando a tecnologia de livros escolares eletrônicos, acrescentam as pessoas.
Elas dizem também que a Apple está estudando como o conteúdo de jornais e revistas pode ser apresentado de maneira diferente no "tablet". Outras pessoas que foram informadas sobre o projeto dizem que o aparelho terá um teclado virtual.
Para amparar essa visão, a Apple negociou recentemente com editoras de livros, revistas e jornais para determinar como colaborar. A empresa ainda conversou com a Condé Nast Publications Inc., a HarperCollings Publishing e sua dona, a News Corp., que também publica o Wall Street Journal, sobre conteúdo para o "tablet", disseram as pessoas a par das negociações. A Apple está negociando, da mesma forma, com redes de televisão como CBS Corp. e a ABC, da Walt Disney Co., para criar uma assinatura mensal de televisão. A Apple está reformando o serviço iTunes, que atualmente vende música, vídeos e aplicativos, para servir ou novo produto.
A estratégia da Apple contrasta com a maneira como outras empresas de tecnologia têm lidado com conteúdo e seus veículos.
Um bom exemplo é o Google Inc., que oferece conteúdo gratuito para as pessoas em sites como o YouTube, com pouca distinção entre o material gerado por usuários e de produtores profissionais. Sites como Twitter e Facebook também criam locais para a disseminação de conteúdos de usuários. O resultado disso é que muitas editoras tradicionais estão lutando para se adaptar e lucrar num mundo centrado na internet.
Mas a estratégia de Jobs tem sido há muito tempo a de oferecer às pessoas novas maneiras de acessar e pagar por conteúdo de qualidade, em vez de reinventar o próprio conteúdo. A loja iTunes, por exemplo, se tornou a maior varejista de música do mundo, em parte, porque facilitou que as pessoas comprem músicas de grandes gravadoras por canção e não o álbum inteiro.
O receptor de mídia digital Apple TV também foi criado para permitir que as pessoas comprem ou aluguem filmes e programas de televisão.
Jobs, de 54 anos, "apoia a velha guarda e quer ajudá-la a encontrar novos meios de distribuição", diz uma pessoa que já trabalhou com o diretor-presidente da Apple. "O que impulsiona todas essas mudanças é a tecnologia e a Apple tem a capacidade de influenciar isso."
Não foi possível saber detalhes de como a Apple poderá cobrar pelo conteúdo do "tablet", mas pessoas a par do pensamento na empresa dizem que ela pode mudar as estruturar convencionais de pagamento da mesma maneira que o iTunes permitiu que as pessoas comprassem apenas uma canção de um álbum, por exemplo. Também não está claro como as pessoas poderão usar o novo aparelho para, com conexão sem fio, acessar conteúdo para ele.
Mas ainda é muito cedo para proclamar Jobs o salvador dos velhos meios de comunicação. Ela já enfrentou resistência de produtoras de televisão e de operadoras de cabo para licenciar os melhores produtos deles em vez de todo o conteúdo. Ainda por cima, a venda de músicas na loja iTunes ainda não cresceu o suficiente para compensar, para as gravadoras, o declínio das vendas de CDs. Mais problemático ainda para as gravadoras é que o volume de músicas baixadas parece que se aproxima do auge, enquanto o serviço da Apple se torna tão gigantesco que muitos executivos do setor musical reclamam que ele se tornou um poderoso leão-de-chácara entre gravadoras e clientes.
Um porta-voz da Apple disse que a empresa, sediada em Cupertino, na Califórnia, "não comenta boatos e especulações". A Apple enviou segunda-feira à imprensa um convite para "conhecer nossa última criação" num evento no dia 27. O WSJ já tinha divulgado que o "tablet", que a Apple planeja começar a vender em março, terá uma tela de 10 a 11 polegadas, dizem pessoas familiarizadas com a situação.
O "tablet" está longe de ser um sucesso garantido. Analistas dizem que as vendas dependerão do preço, que muitos acreditam que ficará na casa de US$ 1.000. A Apple também tem que convencer as pessoas de que vale a pena comprar o produto, mesmo que elas já tenham um iPhone e um notebook. E a Apple enfrenta a concorrência dos netbooks, mais baratos, e de outros leitores de livros eletrônicos como o Kindle, da Amazon.com.
O sucesso do produto dependerá de como ele "pode se encaixar na vida cotidiana do usuário (...) e se você tem conteúdo suficiente para torná-lo suficientemente importante para ser usado", disse Henry Lu, diretor da fabricante taiwanesa de computadores Micro-Star International Co., que não conseguiu vender um computador "tablet" que lançou há alguns anos.
Na área acadêmica, a Apple também enfrenta vários obstáculos para atrair universidades se o seu "tablet" não atender às demandas delas ou não for compatível com outros computadores e aparelhos que os estudantes já usam. A Amazon tinha esperança de conquistar o mercado com seu Kindle DX de tela de 9,7 polegadas, por exemplo, mas as escolas afirmaram que o aparelho não é suficientemente interativo ou não tinha elementos básicos como número da página ou imagens em cores.
O "tablet" da Apple ficou vários anos em produção. Jobs, um co-fundador da companhia que foi derrubado em 1985 e voltou em 1997, fechou o grupo que estava trabalhando num produto tipo "tablet" no fim dos anos 90, dizem duas pessoas a par da questão.
Dentro de poucos anos, porém, ele pôs engenheiros da divisão de computadores Macintosh da Apple para estudar um "tablet" outra vez, dizem pessoas familiarizadas com isso. Jobs matou projetos de "tablets" duas vezes em anos recentes por questões ligadas à curta duração da bateria e pouca memória, disse uma dessas pessoas.
Mais recentemente, o formato "tablet" tem sido o maio foco de Jobs desde que ele voltou ao trabalho, em junho de 2009, depois de tirar quase seis meses de licença médica para passar por transplante de fígado, dizem pessoas a par da situação.
Os esforços da Apple em conteúdo esquentaram no fim do ano passado. A empresa mandou em outubro representantes para a Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo, disse uma pessoa a par do assunto.
Na mesma época, a Apple começou a negociar com as redes de televisão uma assinatura que tivesse "o melhor da TV" e que envolveria o pagamento de uma taxa mensal por acesso "on-demand" a programas dos canais participantes, dando às pessoas outra maneira de acessar quando quisessem o conteúdo televisivo. Numa reunião em Nova York com uma rede de televisão, ainda em outubro, um executivo da Apple disse que a empresa está interessada em oferecer quatro a cinco programas por canal, disse uma pessoa a par da reunião.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
As 50 maiores agências de publicidade brasileiras e as redes sociais
No fim de 2008, o IBOPE monitor fez um levantamento das 50 maiores agências de publicidade brasileiras de acordo com o faturamento bruto nos 11 primeiros meses do ano. A Young & Rubicam manteve a liderança pelo 6º ano consecutivo, ultrapassando a marca de 4 bilhões de reais.
Como os investimentos em web andam crescendo e as redes sociais ganhando mais importância no nosso mercado, resolvi investigar como é a atuação das 50 gigantes nas plataformas mais populares no Brasil: blogs e Orkut, além do hype Twitter. Os resultados foram os seguintes:


Nota-se que na rede social Orkut uma grande parte das agências está presente. Vale lembrar que as comunidades foram criadas por funcionários ou ex-funcionários publicitários.
Já a quantidade de agências que mantém blogs públicos é bastante menor. Quem conhece um pouco o mundinho de redes sociais brasileiras sabe que tem muita agência por aí abastecendo blogs com conteúdo e até algumas que o tornaram sua principal presença na web, tomando o lugar do site institucional.
No twitter, a presença das 50 maiores agências do Brasil é nula.
Vale um pouco do seu tempo para refletir se isso significa que as agências não precisam participar das redes, expondo atitude e personalidade, se isso só vale para as gigantes ou se as maiores do nosso mercado ainda não descobriram o potencial das redes sociais.
Confira a lista de agências com seus respectivos blogs e comunidades:
Como os investimentos em web andam crescendo e as redes sociais ganhando mais importância no nosso mercado, resolvi investigar como é a atuação das 50 gigantes nas plataformas mais populares no Brasil: blogs e Orkut, além do hype Twitter. Os resultados foram os seguintes:


Nota-se que na rede social Orkut uma grande parte das agências está presente. Vale lembrar que as comunidades foram criadas por funcionários ou ex-funcionários publicitários.
Já a quantidade de agências que mantém blogs públicos é bastante menor. Quem conhece um pouco o mundinho de redes sociais brasileiras sabe que tem muita agência por aí abastecendo blogs com conteúdo e até algumas que o tornaram sua principal presença na web, tomando o lugar do site institucional.
No twitter, a presença das 50 maiores agências do Brasil é nula.
Vale um pouco do seu tempo para refletir se isso significa que as agências não precisam participar das redes, expondo atitude e personalidade, se isso só vale para as gigantes ou se as maiores do nosso mercado ainda não descobriram o potencial das redes sociais.
Confira a lista de agências com seus respectivos blogs e comunidades:
- Young & Rubicam: Blog – Orkut
- JWT: Orkut
- Almap BBDO: Orkut
- DM9 DDB: Orkut
- McCann Erickson: Orkut – Blog
- Ogilvy e Mather Brasil: Orkut
- Africa: Orkut – Blog
- Giovanni DraftFCB
- Leo Burnett: Orkut
- Neogama: Orkut
- F/Nazca: Orkut
- Euro RSCG
- Lew’Lara
- Borghierh Lowe: Orkut – Blog
- Talent
- PPR
- Z+
- DPZ: Orkut
- Fischer América: Orkut
- Artplan: Orkut
- Loducca: Orkut – Blog
- Publicis: Orkut
- 141 Soho Square
- Fala: Orkut
- Propeg: Orkut
- MPM: Orkut
- Nova SB: Blog
- Eugênio
- MY propaganda
- Mohallen Meirelles
- P.A. Publicidade: Orkut
- Dentsu
- Taterka: Orkut
- Multi Solution: Orkut
- Salles Chemistri: Orkut
- Longplay 360: Orkut - Blog
- Master: Orkut
- QG: Orkut – Blog
- Citytel: Orkut
- Pró Brasil
- W/Brasil: Orkut
- Fullpack
- GP7: Orkut
- Escala
- Woody SM2
- DCS
- Santa Clara
- Agnelo Pacheco: Orkut
- PEM
- Matosgrey: Orkut
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Campus Party: Rede social premiará participante mais popular
Será apresentada durante a Campus Party 2010 a AzeroX, primeira rede social ecológica do Brasil. Além de promover a integração entre os participantes, com funcionamento bastante semelhante à outras redes sociais, a AzeroX tem o intuito de divulgar informações de diversas organizações ligadas à ecologia no país.
A partir do dia 26, a AzeroX distribuirá R$ 10 mil em premiações diárias aos campuseiros que tiverem mais seguidores, e o campuseiro mais popular arrematará um prêmio de 4 mil reais. Para participar é preciso criar um perfil na rede social, clicando no link "faça sua história" a partir da página principal da AzeroX.
A partir do dia 26, a AzeroX distribuirá R$ 10 mil em premiações diárias aos campuseiros que tiverem mais seguidores, e o campuseiro mais popular arrematará um prêmio de 4 mil reais. Para participar é preciso criar um perfil na rede social, clicando no link "faça sua história" a partir da página principal da AzeroX.
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Internet é campeã em crescimento com publicidade
O faturamento publicitário dos veículos de comunicação ficou praticamente estável nos primeiros meses de 2009, quando comparado ao mesmo período de 2008. O crescimento registrado foi de apenas 0,67%.
Números do Projeto Inter-Meios apontaram que, até outubro, o mercado faturou R$ 17,54 bilhões, contra R$ 17,42 bilhões anteriores. O meio de destaque foi a internet, que cresceu 21,5%, faturando R$ 724,7 milhões com publicidade e ampliando sua participação no setor para 4,1%. Em contrapartida, a TV por assinatura caiu 0,6% (chegando a R$ 637,7 milhões) e detém 3,6% do mercado.
A TV aberta faturou R$ 10,6 bilhões e cresceu 4,2% no mesmo período, respondendo por 60,6% das verbas investidas em mídia. O rádio registrou aumento de 7,2%, e faturamento de R$ 786 milhões, e a mídia exterior, como outdoors, painéis e front-light, cresceu 11,1%, com R$ 523,3 milhões.
De acordo com o Projeto Inter-Meios, a mídia impressa teve prejuízos. Os jornais caíram 10,7% e faturaram R$ 2,5 bilhões; as revistas caíram 10% (faturamento de R$ 1,3 bilhão); guias e listas caíram 22,2% (faturamento de R$ 302,8 milhões).
O cinema também registrou resultados negativos, com faturamento de R$ 63,6 milhões - uma queda de 9,4%.
Números do Projeto Inter-Meios apontaram que, até outubro, o mercado faturou R$ 17,54 bilhões, contra R$ 17,42 bilhões anteriores. O meio de destaque foi a internet, que cresceu 21,5%, faturando R$ 724,7 milhões com publicidade e ampliando sua participação no setor para 4,1%. Em contrapartida, a TV por assinatura caiu 0,6% (chegando a R$ 637,7 milhões) e detém 3,6% do mercado.
A TV aberta faturou R$ 10,6 bilhões e cresceu 4,2% no mesmo período, respondendo por 60,6% das verbas investidas em mídia. O rádio registrou aumento de 7,2%, e faturamento de R$ 786 milhões, e a mídia exterior, como outdoors, painéis e front-light, cresceu 11,1%, com R$ 523,3 milhões.
De acordo com o Projeto Inter-Meios, a mídia impressa teve prejuízos. Os jornais caíram 10,7% e faturaram R$ 2,5 bilhões; as revistas caíram 10% (faturamento de R$ 1,3 bilhão); guias e listas caíram 22,2% (faturamento de R$ 302,8 milhões).
O cinema também registrou resultados negativos, com faturamento de R$ 63,6 milhões - uma queda de 9,4%.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Em quatro anos, realidade aumentada deve movimentar US$ 700 milhões
O mercado de realidade aumentada (RA) móvel vai alcançar 732 milhões de dólares em 2014, alimentado por downloads de aplicações pagas, publicidade e serviços de assinatura, segundo relatório da Juniper Research.
Em 2009 houve uma explosão de interesse em trazer aplicações de realidade aumentada e navegadores para aparelhos móveis com GPS, cãmeras e bússolas. A RA móvel pode criar um novo nível de interatividade móvel em jogos, viagens, compras, redes sociais e aplicações educacionais.
Mas as previsões otimistas do ano passado foram postas em xeque pelo próprio relatório, que ressalta que apenas um pequeno número de smartphones tem hoje os recursos exigidos por aplicações desse tipo.
Mais relevante é sua afirmação de que "ainda há muita incerteza sobre como o conteúdo e os serviços de realidade aumentada deveriam ser convertidos em lucro, e que modelos de negócios as operadoras, os desenvolvedores e os provedores de conteúdo deveriam adotar", argumenta o estudo "Mobile Augmented Reality: Forecasts, Applications & Opportunity Appraisal 2009-2014". Em outras palavras: alguém pode ganhar dinheiro com RA?
A realidade aumentada refere-se de modo geral à aplicação de camadas de texto ou ilustração a fotos de objetos e locais do mundo real, mostrados em uma tela ou visor. Essa camada traz informações sobre a foto, com texto, imagens, animações e links. Ao apontar sua câmera para a Avenida Paulista, a tela poderia mostrar o nome de uma loja com uma promoção especial, as máquinas de autoatendimento bancário ou as entradas de metrô mais próximas, ou mesmo informações e links sobre algum prédio histórico.
Para fazer tudo isso, os aparelhos precisam de câmera, GPS, sensores de movimento (acelerômetros) e bússola, além de uma conexão de banda larga sem fio. O software de RA móvel usa esses elementos para identificar a localização do usuário, para depois encontrar qualquer objeto ou local ao redor que tenha sido etiquetado geograficamente (geotagged), ou seja, cuja posição no globo terrestre tenha sido associada com algum dado na internet. O software RA sobrepõe então esta informação adicional à imagem do objeto real, na tela do dispositivo do usuário.
Os autores do relatório preveem três maneiras de ganhar dinheiro com RA móvel: venda simples, onde o usuário pagaria pela aplicação na hora do download; vários esquemas baseados em assinatura - pagando por algo depois que o download inicial da aplicação RA foi feito; e dinheiro pago por anunciantes.
A Juniper estima que, apesar do crescimento no interesse, a receita global com RA móvel em 2010 não irá superar 2 milhões de dólares. Mas os pesquisadores dizem que esse valor irá aumentar dramaticamente depois disso, à medida que mais aplicações de RA forem desenvolvidas, especialmente para games móveis com recursos de RA.
Aplicações corporativas de RA se tornarão outra fonte de lucro a partir de 2012, e a publicidade baseada em RA deverá decolar à medida que marcas e revendedores explorem a "relevância de locação" para produtos e promoções.
Em 2009 houve uma explosão de interesse em trazer aplicações de realidade aumentada e navegadores para aparelhos móveis com GPS, cãmeras e bússolas. A RA móvel pode criar um novo nível de interatividade móvel em jogos, viagens, compras, redes sociais e aplicações educacionais.
Mas as previsões otimistas do ano passado foram postas em xeque pelo próprio relatório, que ressalta que apenas um pequeno número de smartphones tem hoje os recursos exigidos por aplicações desse tipo.
Mais relevante é sua afirmação de que "ainda há muita incerteza sobre como o conteúdo e os serviços de realidade aumentada deveriam ser convertidos em lucro, e que modelos de negócios as operadoras, os desenvolvedores e os provedores de conteúdo deveriam adotar", argumenta o estudo "Mobile Augmented Reality: Forecasts, Applications & Opportunity Appraisal 2009-2014". Em outras palavras: alguém pode ganhar dinheiro com RA?
A realidade aumentada refere-se de modo geral à aplicação de camadas de texto ou ilustração a fotos de objetos e locais do mundo real, mostrados em uma tela ou visor. Essa camada traz informações sobre a foto, com texto, imagens, animações e links. Ao apontar sua câmera para a Avenida Paulista, a tela poderia mostrar o nome de uma loja com uma promoção especial, as máquinas de autoatendimento bancário ou as entradas de metrô mais próximas, ou mesmo informações e links sobre algum prédio histórico.
Para fazer tudo isso, os aparelhos precisam de câmera, GPS, sensores de movimento (acelerômetros) e bússola, além de uma conexão de banda larga sem fio. O software de RA móvel usa esses elementos para identificar a localização do usuário, para depois encontrar qualquer objeto ou local ao redor que tenha sido etiquetado geograficamente (geotagged), ou seja, cuja posição no globo terrestre tenha sido associada com algum dado na internet. O software RA sobrepõe então esta informação adicional à imagem do objeto real, na tela do dispositivo do usuário.
Os autores do relatório preveem três maneiras de ganhar dinheiro com RA móvel: venda simples, onde o usuário pagaria pela aplicação na hora do download; vários esquemas baseados em assinatura - pagando por algo depois que o download inicial da aplicação RA foi feito; e dinheiro pago por anunciantes.
A Juniper estima que, apesar do crescimento no interesse, a receita global com RA móvel em 2010 não irá superar 2 milhões de dólares. Mas os pesquisadores dizem que esse valor irá aumentar dramaticamente depois disso, à medida que mais aplicações de RA forem desenvolvidas, especialmente para games móveis com recursos de RA.
Aplicações corporativas de RA se tornarão outra fonte de lucro a partir de 2012, e a publicidade baseada em RA deverá decolar à medida que marcas e revendedores explorem a "relevância de locação" para produtos e promoções.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Ari Meneghini: papel do governo na expansão da web
Ari Meneghini, Diretor Executivo do IAB Brasil, fala do papel decisivo do governo em 2010 para a expansão da internet brasileira.
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Citroën une mídia online e mobile marketing para divulgar C4 Hatch
A Media Contacts (agência interativa) e a Mobext (agência de mobile marketing), ambas do grupo Havas, criam ação para o modelo Citroën C4 Hatch. O objetivo é comunicar os grandes diferenciais competitivos do modelo, como preço, condições especiais de taxa de financiamento, além de destacar os principais recursos do modelo.
A campanha, que tem foco no varejo, conta com ação de cross englobando mídia gráfica com mídia mobile. Nela o usuário que for impactado pelo banner mobile - que o convida para conhecer o modelo Citroën C4 Hatch -, preencherá seu nome, telefone e CEP. Após isso, receberá um sms link com um mapa da concessionária da Citroën mais próxima do CEP digitado. Além disso, a Media Contacts e Mobext desenvolveram uma campanha específica de rally, mostrando que o modelo é pentacampeão do mundial de rally.
A campanha, que tem foco no varejo, conta com ação de cross englobando mídia gráfica com mídia mobile. Nela o usuário que for impactado pelo banner mobile - que o convida para conhecer o modelo Citroën C4 Hatch -, preencherá seu nome, telefone e CEP. Após isso, receberá um sms link com um mapa da concessionária da Citroën mais próxima do CEP digitado. Além disso, a Media Contacts e Mobext desenvolveram uma campanha específica de rally, mostrando que o modelo é pentacampeão do mundial de rally.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Mensagem educativa poderá ser obrigatória em propaganda na internet
Aprovada pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, proposta será transformada em projeto de lei.
A Comissão de Legislação Participativa aprovou na quarta-feira (16/12) a sugestão 176/09, da Associação Paulista do Ministério Público (APMP), que inclui a internet entre as modalidades de mídia obrigadas a veicular mensagens educativas de trânsito em conjunto com a publicidade comercial de produtos da indústria automobilística.
A Lei 12.006/09 inseriu cinco artigos no Código de Trânsito pelos quais toda peça publicitária destinada à divulgação, nos meios de comunicação social, de produto oriundo da indústria automobilística ou afim, inclua, obrigatoriamente, mensagem educativa de trânsito para veiculação conjunta.
Essa determinação aplica-se às emissoras de rádio e televisão, a publicações periódicas, como jornais e revistas, e a outdoors.
O objetivo da sugestão 176/09 é estender a obrigatoriedade à internet, em todas as suas formas, inclusive a de telefonia móvel.
Falha
O relator, deputado Roberto Britto (PP/BA), apresentou parecer favorável por entender que a sugestão da APMP "corrige uma falha" da Lei 12.006/09. Segundo Britto, a web é hoje um dos principais canais para veiculação de publicidade e não pode ser
ignorada.
"Deixar de arrolar a internet na lei demonstra falta de sintonia com os tempos atuais", resume o relator.
A sugestão será transformada em projeto de lei, da autoria da Comissão de Legislação Participativa, e terá tramitação regular na Câmara dos Deputados.
A Comissão de Legislação Participativa aprovou na quarta-feira (16/12) a sugestão 176/09, da Associação Paulista do Ministério Público (APMP), que inclui a internet entre as modalidades de mídia obrigadas a veicular mensagens educativas de trânsito em conjunto com a publicidade comercial de produtos da indústria automobilística.
A Lei 12.006/09 inseriu cinco artigos no Código de Trânsito pelos quais toda peça publicitária destinada à divulgação, nos meios de comunicação social, de produto oriundo da indústria automobilística ou afim, inclua, obrigatoriamente, mensagem educativa de trânsito para veiculação conjunta.
Essa determinação aplica-se às emissoras de rádio e televisão, a publicações periódicas, como jornais e revistas, e a outdoors.
O objetivo da sugestão 176/09 é estender a obrigatoriedade à internet, em todas as suas formas, inclusive a de telefonia móvel.
Falha
O relator, deputado Roberto Britto (PP/BA), apresentou parecer favorável por entender que a sugestão da APMP "corrige uma falha" da Lei 12.006/09. Segundo Britto, a web é hoje um dos principais canais para veiculação de publicidade e não pode ser
ignorada.
"Deixar de arrolar a internet na lei demonstra falta de sintonia com os tempos atuais", resume o relator.
A sugestão será transformada em projeto de lei, da autoria da Comissão de Legislação Participativa, e terá tramitação regular na Câmara dos Deputados.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Redes sociais, o desafio das empresas
As empresas acreditam que para marcar presença nas redes sociais, tão em moda na tentativa de abrir frentes de contato com o consumidor, basta fazer em sua página uma bem-acabada propaganda institucional. Para Marcelo Perrone, diretor de estratégias digitais da agência Draft GiovanniFCB, não é bem assim que funciona.
As empresas precisam apostar em ações que envolvam os frequentadores desse universo. E isso requer mais recursos do que muitos deles estão habituados a aplicar em propaganda online.
"Há um consenso de que ações de mídia na internet são de baixo custo. Fica difícil convencer um cliente que a produção de um jogo interativo poderá custar tanto quanto um comercial de 30 segundos em rede aberta de televisão", conta Perrone. A ação do hotsite criado pela Microsoft para o lançamento de seu game Prototype, por exemplo, desenvolvida em cima dos usuários do Facebook, não saiu barato, mas atingiu bons resultados. O game liderou as vendas nos EUA, no mês de lançamento.
"A Microsoft desenvolveu um vídeo promocional que utiliza fotos e dados do perfil do internauta no Facebook para criar uma experiência não só bastante imersível e única, porque é personalizada", conta ele. Outro exemplo de iniciativa bem-sucedida na utilização de rede social é a do salgadinho Doritos, com um jogo que só pode ser acessado por 12 horas, entre 6 da tarde e 6 da manhã.
Ao entrar na partida, o usuário autoriza o site da empresa a acessar seu perfil no Facebook. A partir daí, o site vai interagir avisando todos os seus amigos que você está numa enrascada e precisa de ajuda. Ao fim da jornada, o site sorteia dois deles para que o jogador decida qual quer salvar. O amigo escolhido é avisado e isso promove todo tipo de reação e indignação.
Perrone, que dedica tempo integral a estudar soluções no ambiente da internet, não conhece iniciativa desse porte no Brasil. Um dos problemas ainda é a infraestrutura da rede de banda larga do País, que limita o uso de recursos mais ousados. Mas, como Perrone lembra, o futuro passa por esses canais de comunicação.
"DESPORTALIZAÇÃO"
As redes sociais mais ativas, como YouTube, Orkut, Facebook e Twitter, são hoje em dia também uma porta de entrada para a navegação, o que merece atenção redobrada do anunciante. Esse fenômeno é denominado de "desportalização".
"Há 10 anos, todo mundo tinha um portal como página inicial no seu navegador. E era por aí que começava a navegação. O portal era o "índice" da internet. O volume de conteúdo disponível foi ficando tão grande e tão diversificado que entraram em cena as ferramentas de busca. Em oito anos, o Google virou a página mais visitada do mundo. Vieram as redes sociais. E, agora a audiência dos portais diminuiu e sua função mudou. Se antigamente era lá que tudo começava, para muita gente a navegação começa pelas redes sociais. E vão para um portal após recomendação de um amigo."
As empresas precisam apostar em ações que envolvam os frequentadores desse universo. E isso requer mais recursos do que muitos deles estão habituados a aplicar em propaganda online.
"Há um consenso de que ações de mídia na internet são de baixo custo. Fica difícil convencer um cliente que a produção de um jogo interativo poderá custar tanto quanto um comercial de 30 segundos em rede aberta de televisão", conta Perrone. A ação do hotsite criado pela Microsoft para o lançamento de seu game Prototype, por exemplo, desenvolvida em cima dos usuários do Facebook, não saiu barato, mas atingiu bons resultados. O game liderou as vendas nos EUA, no mês de lançamento.
"A Microsoft desenvolveu um vídeo promocional que utiliza fotos e dados do perfil do internauta no Facebook para criar uma experiência não só bastante imersível e única, porque é personalizada", conta ele. Outro exemplo de iniciativa bem-sucedida na utilização de rede social é a do salgadinho Doritos, com um jogo que só pode ser acessado por 12 horas, entre 6 da tarde e 6 da manhã.
Ao entrar na partida, o usuário autoriza o site da empresa a acessar seu perfil no Facebook. A partir daí, o site vai interagir avisando todos os seus amigos que você está numa enrascada e precisa de ajuda. Ao fim da jornada, o site sorteia dois deles para que o jogador decida qual quer salvar. O amigo escolhido é avisado e isso promove todo tipo de reação e indignação.
Perrone, que dedica tempo integral a estudar soluções no ambiente da internet, não conhece iniciativa desse porte no Brasil. Um dos problemas ainda é a infraestrutura da rede de banda larga do País, que limita o uso de recursos mais ousados. Mas, como Perrone lembra, o futuro passa por esses canais de comunicação.
"DESPORTALIZAÇÃO"
As redes sociais mais ativas, como YouTube, Orkut, Facebook e Twitter, são hoje em dia também uma porta de entrada para a navegação, o que merece atenção redobrada do anunciante. Esse fenômeno é denominado de "desportalização".
"Há 10 anos, todo mundo tinha um portal como página inicial no seu navegador. E era por aí que começava a navegação. O portal era o "índice" da internet. O volume de conteúdo disponível foi ficando tão grande e tão diversificado que entraram em cena as ferramentas de busca. Em oito anos, o Google virou a página mais visitada do mundo. Vieram as redes sociais. E, agora a audiência dos portais diminuiu e sua função mudou. Se antigamente era lá que tudo começava, para muita gente a navegação começa pelas redes sociais. E vão para um portal após recomendação de um amigo."
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