quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Manifesto pede o fim da publicidade infantil
Instituto Alana, Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Instituto Paulo Freire e Instituto WCF Brasil são algumas das organizações que assinam o manifesto.
Lançado no último dia 9 de dezembro, o canal de mobilização já conta com mais de cem adesões de instituições e com mais de 4 mil assinaturas (até a publicação dessa reportagem).
O manifesto baseia-se na defesa dos direitos da infância, da justiça e da construção de um futuro mais solidário e sustentável para a sociedade brasileira. Levanta a importância da proteção da criança frente aos apelos mercadológicos. Pede o fim das mensagens publicitárias dirigidas ao público infantil, apontando a vulnerabilidade dos pequenos como seres ainda em processo de desenvolvimento biofísico e psíquico.
O documento defende que a propaganda deve ser dirigida aos pais ou responsáveis - “estes sim, com condições muito mais favoráveis de análise e discernimento”, coloca o manifesto.
“A utilização da criança como meio para a venda de qualquer produto ou serviço constitui prática antiética e abusiva, principalmente quando se sabe que 27 milhões de crianças brasileiras vivem em condição de miséria e dificilmente têm atendidos os desejos despertados pelo marketing”, salienta o documento.
Além disso, o texto destaca que a propaganda para crianças contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, a erotização precoce, o estresse familiar, a violência pela apropriação indevida de produtos caros e o alcoolismo precoce.
Para ler a íntegra do manifesto e participar, acesse: http://www.publicidadeinfantilnao.org.br/
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Redes sociais, o desafio das empresas
As empresas precisam apostar em ações que envolvam os frequentadores desse universo. E isso requer mais recursos do que muitos deles estão habituados a aplicar em propaganda online.
"Há um consenso de que ações de mídia na internet são de baixo custo. Fica difícil convencer um cliente que a produção de um jogo interativo poderá custar tanto quanto um comercial de 30 segundos em rede aberta de televisão", conta Perrone. A ação do hotsite criado pela Microsoft para o lançamento de seu game Prototype, por exemplo, desenvolvida em cima dos usuários do Facebook, não saiu barato, mas atingiu bons resultados. O game liderou as vendas nos EUA, no mês de lançamento.
"A Microsoft desenvolveu um vídeo promocional que utiliza fotos e dados do perfil do internauta no Facebook para criar uma experiência não só bastante imersível e única, porque é personalizada", conta ele. Outro exemplo de iniciativa bem-sucedida na utilização de rede social é a do salgadinho Doritos, com um jogo que só pode ser acessado por 12 horas, entre 6 da tarde e 6 da manhã.
Ao entrar na partida, o usuário autoriza o site da empresa a acessar seu perfil no Facebook. A partir daí, o site vai interagir avisando todos os seus amigos que você está numa enrascada e precisa de ajuda. Ao fim da jornada, o site sorteia dois deles para que o jogador decida qual quer salvar. O amigo escolhido é avisado e isso promove todo tipo de reação e indignação.
Perrone, que dedica tempo integral a estudar soluções no ambiente da internet, não conhece iniciativa desse porte no Brasil. Um dos problemas ainda é a infraestrutura da rede de banda larga do País, que limita o uso de recursos mais ousados. Mas, como Perrone lembra, o futuro passa por esses canais de comunicação.
"DESPORTALIZAÇÃO"
As redes sociais mais ativas, como YouTube, Orkut, Facebook e Twitter, são hoje em dia também uma porta de entrada para a navegação, o que merece atenção redobrada do anunciante. Esse fenômeno é denominado de "desportalização".
"Há 10 anos, todo mundo tinha um portal como página inicial no seu navegador. E era por aí que começava a navegação. O portal era o "índice" da internet. O volume de conteúdo disponível foi ficando tão grande e tão diversificado que entraram em cena as ferramentas de busca. Em oito anos, o Google virou a página mais visitada do mundo. Vieram as redes sociais. E, agora a audiência dos portais diminuiu e sua função mudou. Se antigamente era lá que tudo começava, para muita gente a navegação começa pelas redes sociais. E vão para um portal após recomendação de um amigo."
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Acesso à internet cresce 75,3% no Brasil entre 2005 e 2008
Em 2008, 56,4 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais acessavam a internet (34,8% do total) contra 31,9 milhões em 2005. Enquanto isso, o ranking da internet World Statis coloca o Brasil atrás de países da América do Sul como Argentina (48,9%), Chile (50,4%), Uruguai (38,3%) e Colômbia (45,3%).
"Os avanços de 2005 a 2008 foram fantásticos, mas ainda vivemos um apagão digital que está ligado aos níveis de educação e distribuição de renda", declarou o coordenador de um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE.
Na Europa, o nível de acesso atinge 52%, na Oceania 60,4% e na América do Norte 74,2% por cento da população. A média da América Latina ficou em 30,5% contra 19,4%.
Do total de novos usuários no Brasil, 17 milhões ganham até 2 salários mínimos per capita ao mês. "O acesso à internet está mais democratizado no Brasil", disse o coordenador da pesquisa, Cimar Pereira Azeredo.
Segundo o IBGE, no ano passado o País ainda tinha 104 milhões de pessoas que não acessavam a internet, mas o contingente diminuiu em relação a 2005, que era de 120,3 milhões de brasileiros.
Nas regiões consideradas mais pobres do país, o acesso à internet ganhou velocidade, segundo a pesquisa. Na região Norte, o total de usuários passou de 12 para 27,5% da população com dez anos ou mais de estudo. No Nordeste, passou de 11,9 para 25,1%.
"Vários fatores explicam o maior acesso entre os mais pobres. O acesso está mais barato e as lan houses estão mais espalhadas pelo País. Além disso, a renda do brasileiro e a escolaridade aumentaram em relação a 2005", avaliou o coordenador do IBGE.
Em 2008, 51,7% dos internautas do País acessaram a rede mundial de computadores de casa e 35,2% a partir de lan houses, contra 49,9 e 21,9%, respectivamente. Nas regiões mais ricas do Brasil, os percentuais de acesso são bem mais elevados. como na região Sudeste, em que o índice foi de 40,3 por cento.
"O Brasil tem uma das piores distribuições de renda no mundo e não é novidade que essa diferença social tenha reflexo também no acesso à internet. A desigualdade de renda é um empecilho para um maior acesso", disse Azeredo. Ele destacou que quanto maior a renda e a escolaridade, maior é o acesso à rede mundial de computadores. A pesquisa mostra que famílias com renda per capita domiciliar acima de 5 salários mínimos têm um percentual de acesso à web de 75,6%. Em média, os conectados têm 10 anos de estudo, o equivalente ao ensino fundamental.
A idade média dos internautas em 2008 era de 27,6 anos contra 28,1 anos em 2005. Na faixa entre 15 e 17 anos, o percentual de conectados alcança 62,9%.
Segundo a pesquisa, 86 milhões de brasileiros tinham um aparelho de celular em 2008, o equivalente a mais da metade da população. Em 2005, eram 56 milhões ou 36,6% da população.
Fonte: Reuters
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Empresas querem descobrir os pensamentos do consumidor
De acordo com uma reportagem do Jornal Nacional, equipamentos modernos estão ajudando na conquista de novos clientes. “A gente tem equipamento que transmite, através de rádio frequência, conteúdos multimídia para os celulares das pessoas que têm essa tecnologia no seu celular”, afirmou, Sérgio Percope, diretor de marketing.
Entre as opções de acompanhamento do cliente estão: câmeras de segurança dos estabelecimentos, banco de dados preenchidos a cada compra pela web e a grande novidade, o rastreador de olhar, um sistema de câmeras e infravermelho embutido na tela capaz de captar e acompanhar os olhos de quem está em páginas na web ou é exposto a embalagens de um produto. A marcação das preferências é apontada em um gráfico.
O rastreador apresenta aplicações como diagnóstico médico, estudo de hábitos e reações do consumidor. Uma situação que exemplifica o uso da ferramenta é uma saída às compras. A consumidora se prepara para sair e um tipo de laboratório de pesquisa imita o supermercado. Ela usa um óculos com microcâmera embutida e as imagens gravadas são confrontadas com perguntas do pesquisador.
Dessa forma, o resultado pode mostrar qual deve ser a disposição do produto no ponto de venda para melhorar sua visualização e aumentar as chances de ser escolhido pelo consumidor.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Top of Mind: Nike é destaque, ao lado de Coca-Cola e Omo
Pela primeira vez, a Nike divide com Coca-Cola e Omo a liderança do ranking Top do Top.
A empresa de artigos esportivos teve 3% de lembrança dos entrevistados, enquanto o sabão em pó e o refrigerante registraram 6%, o que configura um empate técnico.
A Nike é novata na premiação. Começou na pesquisa com 1% de citação e, em boa parte dos anos, obteve 2%. Omo esteve entre os vencedores desde a criação da categoria, em 1993, e a Coca-Cola só não ficou no topo em 99, acumulando 16 vitórias.
A pesquisa é realizada pelo instituto Datafolha há 19 anos. Os dados foram colhidos em mais de 5.600 entrevistas (160 municípios), divididas em duas amostras, com homens e mulheres com idade igual ou superior a 16 anos, de todos os níveis sociais e escolaridades.
Confira abaixo a lista das empresas que se deram bem no Top of Mind 2009:
Categorias Especiais
Top do Top: Coca-Cola, Omo e Nike (A marca mais lembrada pelo consumidor, independentemente da categoria)
Top Performance: Skol (A marca que mais se destacou em relação ao último ano)
Top Consumidor A: Brastemp (A marca mais lembrada pelas pessoas de maior poder aquisitivo)
Top Popular: Kibon (A marca mais lembrada pelos consumidores da Classe C)
Top Família: Arno (A marca mais lembrada pelas pessoas casadas com filhos até 21 anos)
Top Meio Ambiente: Ypê (Marca mais lembrada por sua atuação na preservação do meio ambiente)
Top Feminino: Seda (A marca mais lembrada pelas mulheres)
Top Masculino: Pirelli (A marca mais lembrada pelos homens)
Top Região Sudeste: Casas Bahia
Top Região Sul: Doriana
Top Região Nordeste: Primor
Top Região Centro-Oeste: Mabel
Categorias de Produtos e Serviços
Adoçante: Zero-Cal
Aparelho Celular: Nokia
Aparelho de TV: Philips
Aspirador de Pó: Arno
Azeite de Oliva: Gallo
Banco: Banco do Brasil
Biscoito: Nestlé
Caderneta de Poupança: Caixa Econômica Federal
Caminhão: Mercedes-Benz
Carro: Volkswagen
Cartão de Crédito: Visa
Cerveja: Skol
Companhia Aérea: TAM
Chocolate: Nestlé
Combustível: Petrobras
Computador e Acessórios: LG e Samsung
Desodorante: Rexona
Fogão: Dako
Geladeira: Cônsul
Leite: Parmalat
Liquidificador: Arno
Loja de Móveis e Eletrodomésticos: Casas Bahia
Loja de Roupas: C&A
Maionese: Hellmann's
Máquina de Lavar Roupas: Brastemp
Margarina: Qually
Moto: Honda
Operadora de Celular: Vivo
Pasta de Dente: Colgate
Plano de Saúde: Unimed
Pneu: Pirelli
Ração Animal: Pedigree
Refrigerante: Coca-Cola
Sabão em Pó: Omo
Sabonete: Lux
Seguro: Bradesco Seguros e Previdência e Porto Seguro
Sorvete: Kibon
Supermercado: Carrefour e Extra
Tinta de Parede: Suvinil
Xampu: Seda
terça-feira, 6 de outubro de 2009
"Os consumidores estão se tornando uma mídia"
Nesse ambiente, um pequeno grupo de consumidores descontentes pode fazer um barulho grande. Como enfrentar isso? "Como parte do ambiente de recessão mundial, existem clientes incansáveis, que podem criar uma pressão grande", respondeu o executivo. "Isso cria algum nível de instabilidade no relacionamento. O contato com eles precisa ser mais constante e em tempo real. É parte da estratégia."
Dooner se reuniu com os 500 funcionários do grupo no Brasil na quarta-feira e, no dia seguinte, participou de um encontro regional com 50 pessoas para discutir os resultados e estratégias da McCann Worldgroup na América Latina. Com faturamento mundial de US$ 2,8 bilhões em 2008, o grupo está presente em 125 países. A McCann Worldgroup é formada pelas empresas McCann Erickson (publicidade), MRM Worldwide (gerenciamento de consumidor), Momentum (eventos e promoções), McCann Healthcare (comunicações de saúde), Universal McCann (serviços de comunicação), Weber Shandwick (relações públicas) e FutureBrand (consultoria e design).
"O Brasil está indo melhor que a maioria dos países", afirmou Dooner, acrescentando que o País está entre os 13 maiores mercados para a empresa. "O Brasil é parte dos Brics (grupo que também inclui Rússia, Índia e China), e está conseguindo algum crescimento, enquanto nos Estados Unidos, na Europa e em outros mercados, a ausência de crescimento é o novo crescimento. Não estou dizendo que o Brasil não recebeu impacto desta grande recessão, mas acredito que está tendo um crescimento sustentado."
A crise tem acelerado a migração de investimentos da publicidade para outras atividades de comunicação. Luca Lindner, presidente regional da McCann Latin America, afirmou que o mercado publicitário brasileiro vai bem. "Não diria que está ótimo, mas está melhor que outros mercados latino-americanos, como o Chile e o México", explicou. "Isso depende da categoria de produtos. Algumas vão muito bem, enquanto outras nem tanto.
Mas hoje não olhamos somente para o lado da publicidade, porque a publicidade não é mais que 50% de nossos negócios. Metade de nossas atividades são ativação de marca, relações públicas e comunicação digital. Vemos grandes clientes, como a Nestlé, investindo mais e mais em atividades que não estão relacionadas à publicidade tradicional."
Linder citou automóveis e informática como exemplos de setores que reduziram o investimento em publicidade e cosméticos e telecomunicações como exemplos de setores que aumentaram. "Somos a agência da Chevrolet e o investimento foi claramente menor no primeiro semestre. Outro exemplo foi a HP", disse. "Por outro lado, um dos nossos mais importantes clientes globais, a L''Oréal, e um dos nossos mais importantes clientes locais, a TIM, aumentaram seus investimentos. O comportamento é bastante diferente, dependendo da categoria de produto."
O crescimento de outras atividades de comunicação reflete a fragmentação dos meios de comunicação, trazida pela internet. "Em 1997, quando criamos o Worldgroup, havia um reconhecimento de que precisávamos de mais ferramentas para criar um relacionamento entre a marca e o consumidor, e essas outras ferramentas estão crescendo mais que a publicidade", afirmou Dooner. "A fragmentação da mídia começou há 15 anos, com o surgimento do mercado digital. Mas não se tornou realmente presente até há quatro anos. Está crescendo, no Brasil, cerca 50% ao ano. Acredito que temos tendências emergentes em comunicação que ainda não estão plenamente desenvolvidas."
Os investimentos em comunicação na internet também refletem essa necessidade de diversificar. "Alguns de nossos grandes clientes destinam mais de 60% de seus investimentos à comunicação online", explicou Donner. "Mas não somente publicidade. O investimento também inclui mídias sociais, websites e até ações que impactam diretamente as vendas online. Atualmente, todo o mundo precisa ter uma estratégia digital, porque isso faz parte da vida."
Fonte: O Estado de S.Paulo
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Brasileiro lidera preferência por publicidade via celular
A pesquisa, realizada em julho deste ano com 11 países (Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Portugal, Reino Unido e Romênia), pretende mostrar a relação do consumidor com os canais digitais.
De acordo com o levantamento, a publicidade via celular é aceita por somente 17% das pessoas. No Brasil esse percentual sobe para 42% e as mulheres da classe C, entre 25 e 44 anos, são as mais receptivas.
Os alemães são os que mais compram pela internet. Mas com a crise econômica esses consumidores começaram a utilizar a comparação de preços para efetuar suas transações. Por outro lado, o Canadá é o que menos utiliza o e-commerce, mas faz uso constante da pesquisa de preços.
Entre os entrevistados todos usam a web para comparar preços. Mas, os australianos lideram esse ranking com 76%, em seguida estão os britânicos (74%) e os brasileiros (73%).
A insegurança da web e a necessidade de ver o produto antes de efetuar a compra são algumas razões para o brasileiro preferir lojas físicas (55%). Já a população global não compra pela internet porque gosta de ver a mercadoria (66%) e também não gosta de passar informações pessoais (56%), como os dados bancários.
O grupo dos neoconsumidores, que tem acesso a diferentes canais e informações, é composto por homens e mulheres entre 35 e 44 anos (23%) e 26% possui nível universitário.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Empresas de alimentos assinam acordo
As empresas assinaram documento que prevê a não-veiculação de publicidade dirigida a crianças abaixo de 12 anos, em qualquer meio de comunicação de massa que tenha audiência constituída em sua maioria por esse público, assim como a não-realização de promoção de caráter comercial nas escolas, a elas direcionadas.
As empresas signatárias do compromisso são associadas à ABIA e/ou à ABA (Associação Brasileira dos Anunciantes), entidades que se mobilizaram para viabilizar e promover a iniciativa.
Além das companhias que já assinaram o documento, a iniciativa está aberta a outras empresas do setor.
O documento assinado está alinhado com iniciativas idênticas adotadas na União Européia (11 empresas), Canadá (15), EUA (15) e Austrália (oito).
Confira, abaixo, a íntegra do documento:
"São Paulo, 25 de agosto de 2009.
Exmos. Srs.
Edmundo Klotz
Presidente
Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA)
Ricardo Alves Bastos
Presidente
Associação Brasileira de Anunciantes (ABA)
Assunto: Publicidade Responsável – Compromisso Público
Senhores Presidentes,
As empresas abaixo assinadas (“Empresas Participantes”), representadas por seus respectivos dirigentes, vêm à sua presença para comunicar a adoção, no Brasil, de Compromisso Público relacionado à publicidade de alimentos e bebidas para crianças.
Inicialmente, as empresas resgatam que adotam como política o estrito cumprimento das normas propugnadas pelo Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária a respeito da publicidade de alimentos e bebidas e sobre a comunicação publicitária dirigida às crianças e as determinações advindas de seu organismo gestor, o Conar - Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária.
Adicionalmente, com efeito no máximo até o dia 31 de dezembro de 2009, as Empresas Participantes ratificam perante as duas entidades e a sociedade Brasileira os seguintes Compromissos:
1. Não fazer, para crianças abaixo de 12 anos, publicidade de alimentos ou bebidas; com exceção de produtos cujo perfil nutricional atenda a critérios específicos baseados em evidências científicas.
1.1. Os critérios mencionados serão adotados específica e individualmente pelas empresas signatárias.
1.2. Para efeito desse compromisso, as limitações são para inserções publicitárias em televisão, rádio, mídia impressa ou internet que tenham 50% ou mais de audiência constituída por crianças de menos de 12 anos.
2. Nas escolas, não realizar, para crianças com menos de 12 anos, qualquer tipo de promoção com caráter comercial relacionada a alimentos ou bebidas que não atendam aos critérios descritos anteriormente, exceto quando acordado ou solicitado pela administração da escola para propósitos educacionais ou esportivos.
3. Promover no contexto de seu material publicitário e promocional, quando aplicável, práticas e hábitos saudáveis, tais como a adoção de alimentação balanceada e/ou a realização de atividades físicas.
Para atender aos compromissos acima, as Empresas Participantes divulgarão e publicarão, pelos meios que julgarem adequados, até 31 de dezembro de 2009, suas próprias políticas individuais sobre publicidade para crianças, inclusive com os critérios nutricionais adotados. Tais políticas serão, obrigatoriamente, no mínimo alinhadas aos compromissos ora assumidos.
Atenciosamente,
Michel Dimitrius Doukeris
VP de Refrigerantes
AmBev (Companhia de Bebidas das Américas)
José Antonio do Prado Fay
Diretor Presidente
Batavo (BRF - Brasil Foods S/A)
Ricardo Figueiredo Bomeny
CEO e Presidente
Bob´s (Venbo Comércio de Alimentos Ltda.)
Carlos Ribas
Vice-Presidente de Marketing, América Latina e Caribe
Burger King (Burger King Corporation)
Oswaldo Nardinelli Filho
Diretor de Negócios Brasil
Cadbury (Cadbury Brasil Comércio de Alimentos Ltda.)
Xiemar Zarazua
Presidente
Coca-Cola Brasil (Recofarma Indústria Amazonas Ltda.)
Mariano Lozano
Presidente
Danone (Danone Ltda.)
José Antonio do Prado Fay
Diretor Presidente
Elegê (Avipal Nordeste S/A)
Pietro Cornero / Claudia Wagner
Diretor Geral / Administradora Jurídica
Ferrero do Brasil (Ferrero do Brasil Indústria Doceira e Alimentar Ltda.)
Fausto Costa
Diretor Geral
Garoto (Chocolates Garoto S/A)
Pablo Hector Pla
Diretor Presidente
General Mills Brasil (General Mills Brasil Ltda.)
Juan Pablo Malleret
Diretor Geral
Grupo Bimbo (Bimbo do Brasil Ltda.)
Luiz Cláudio Taya de Araújo
Diretor de Marketing
Grupo Schincariol (Primo Schincariol Indústria de Cerveja e Refrigerantes S/A)
Gabriel Asbun
Presidente Mercosul
Kellogg´s (Kellogg Brasil Ltda.)
Mark A. Clouse
Diretor Presidente
Kraft Foods (Kraft Foods Brasil S/A)
Filipe A. Ferreira
Presidente América Latina
Mars Brasil (Masterfoods Brasil Alimentos Ltda.)
Marcelo Rabach
Presidente Arcos Dourados - Divisão Brasil
McDonald´s (Arcos Dourados Comércio de Alimentos Ltda.)
Ivan Zurita
Presidente
Nestlé Brasil (Nestle Brasil Ltda.)
Othniel Rodrigues Lopes
Presidente
Parmalat Brasil (Parmalat S/A Indústria de Alimentos)
Otto Sothen
Presidente
PepsiCo – Alimentos (Pepsico do Brasil Ltda.)
Paulo Campbell
Presidente
PepsiCo – Bebidas (Pepsi-Cola Ind. da Amazônia Ltda.)
José Antonio do Prado Fay
Diretor Presidente
Perdigão (BRF - Brasil Foods S/A)
Gilberto Tomazoni
Diretor Presidente
Sadia (Sadia S/A)
Kees Kruythoff Tielenius
Diretor Presidente
Unilever Brasil (Unilever Brasil Ltda.)"
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Fiado ainda é meio de pagamento bastante usado
Pesquisa da LatinPanel com 8.200 famílias revela que 21,6% delas pagaram alguma conta usando o fiado ou a caderneta durante este ano.
O uso do fiado pelas famílias é praticamente o mesmo do cartão de débito, que chegou a 22,8% no mesmo período.
A pesquisa, que acompanha semanalmente os hábitos de compra de 82% dos domicílios no país, mostra também que o uso do fiado não se restringe à baixa renda.
O interior do Estado de São Paulo, o segundo mercado consumidor do Brasil, é a região do país onde o fiado é mais frequente.
De janeiro a abril, 28,9% das famílias que moram no interior de São Paulo usaram esse meio de pagamento. Em seguida estão regiões com menor poder aquisitivo, a Leste, que inclui Espírito Santo, Minas Gerais e o interior do Rio de Janeiro, com 28,2% das famílias usando fiado, e a Norte e Nordeste, com 25,9%.
Leia matéria do jornal O Estado de S.Paulo na íntegra aqui.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Internet muda o hábito de ir ao supermercado
O professor Alberto Menegotto, morador de Porto Alegre (RS), diz que está "encantado com o serviço". Ele diz que costuma fazer as compras online de 20 em 20 dias no site do Nacional e para isso só gasta 30 minutos, menos do que ter de ir até o supermercado. Essa prática ocorre desde 2008. Em 2001, ele afirma que já havia feito compras online, mas, na época, o preço total saía entre 20% a 25% mais caro, pois a empresa não era um supermercado, apenas prestava o serviço.
"Hoje gasto R$ 5,97 com a entrega. É muito menos do que se gasta com gasolina ou com táxi." Menegotto, que costuma fazer propaganda do serivço aos amigos e aos familiares, costuma pagar as contas com cartão de crédito. O professor não vai a supermercados no intervalo das compras online, apenas busca pão na padaria.
O Sonda Delivery (http://www.sondadelivery.com.br), que realiza entregas na capital paulista, no ABC e em Guarulhos (SP), começou com o serviço online em novembro de 2004. O site comercializa mais de 10 mil itens, e os preços podem ter diferença em comparação aos das lojas físicas. De acordo com o Sonda, a atividade acompanha a evolução do uso da internet e cresce a uma taxa média de 45% ao ano.
O site do Pão de Açúcar Delivery (http://www.paodeacucar.com.br/), que existe desde 1995 e possui mais de 12 mil produtos de diversas categorias, atende o município de São Paulo, Grande ABC, litoral de São Paulo, Campinas, Piracicaba, Sorocaba, Americana, Indaiatuba, Itu, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Curitiba. A empresa não informa os números do crescimento, mas o gerente de comércio eletrônico do Pão de Açúcar Delivery, Fabrício Ferreira, afirma que "o PA Delivery cresce ano a ano, tendo, desde a sua inauguração, fidelizado um grande número de consumidores".
O Wal-Mart gerencia quatro sites de venda - o Mercadorama (http://www.mercadorama.com.br), que atende Curitiba (PR), o Nacional (http://www.nacional.com.br), que faz a entrega em Porto Alegre (RS) e o BIG (http://www.big.com.br/alimentar), que presta o serviço em Joinville (SC). Tem ainda o site www.walmart.com.br, que atende a todo o Brasil e vende somente itens não alimentares. Os preços dos produtos nos sites Nacional, BIG e Mercadorama são os mesmos das lojas físicas. O www.walmart.com.br apresenta alguns preços diferenciados. O site do Pão de Açúcar tem sua própria política de preços - que acompanha todas as ofertas das lojas físicas e oferece ofertas e promoções exclusivas.
Classes A e B
Segundo o Sonda, o perfil do consumidor é das classes A e B, sendo que 60% são do sexo feminino. Nos sites do Nacional, Mercadorama e BIG, a maioria dos compradores também é de pessoas das classes A e B e tem entre 25 e 50 anos. De acordo com o gerente de comércio eletrônico, o perfil dos consumidores do Pão de Açúcar Delivery é de "pessoas já acostumadas a comprar pela internet, com bom nível sócio econômico, acima dos 35 anos, que têm pouco tempo disponível para fazer compras e gostam da comodidade e praticidade do serviço".
Entrega
O horário da entrega varia entre os supermercados que oferecem o serviço. No Sonda, o consumidor pode agendar a data, mas não é possível agendar horário ou o turno, pois o supermercado depende do volume de pedidos para fazer o roteiro de entregas, que ocorrem diariamente das 8h às 20h. O Sonda cobra um frete de R$ 11,90, independente do valor das compras e do local da entrega.
A taxa é de R$ 5,97 no Nacional, no Mercadorama e no BIG. Para compras acima de R$ 450, é de R$ 2,97. No site de eletroeletrônicos, o frete pode variar.
O Pão de Açúcar cobra taxa de R$ 11,90 em São Paulo e de R$ 13,90 se a compra for com hora marcada. "Temos uma política de frete regressivo - quanto maior o valor da compra, menor é o frete, podendo chegar a zero. Nas duas primeiras compras, o cliente não paga frete e na terceira, paga somente 50% do frete. O cliente pode escolher quando quer receber suas compras de acordo com os horários disponíveis no site", afirma Ferreira.
De acordo com o gerente de comércio eletrônico do PA Delivery, a empresa monitora diariamente os estoques. "Se algum produto estiver em falta, o procedimento é procurar em todas as lojas do Pão de Açúcar para entregá-lo ao cliente. Nosso índice de faltas é muito baixo. A taxa de entrega apresenta um ótimo custo benefício, pois os clientes compram com maior comodidade, economizam tempo e combustível."
Pagamento
Os supermercados aceitam cartões de crédito ou cheques como formas de pagamento. De acordo com o Sonda, a opção predominante é o cartão de crédito, essa forma predominante de pagamento também ocorre no Pão de Açúcar.
Na rede Wal-Mart é possível parcelar os itens não alimentares. No Sonda, as compras podem ser parceladas em duas vezes sem juros nos cartões Sonda MasterCard, American Express e outros cartões com a bandeira da MasterCard. Em alguns supermercados, como no Sonda ou no site www.walmart.com.br também são aceitos boleto bancário. No PA Delivery, o boleto bancário só é aceito para pessoas jurídicas. Além de cartões de crédito, o Pão de Açúcar aceita cartões alimentação e cheque. O comprador não tem a possibilidade de parcelar as compras.
Se os compradores ficarem insatisfeitos com alguma mercadoria, ela pode ser trocada, geralmente nas lojas físicas. Também há a possibilidade de o consumidor entrar em contato com os serviços de atendimento ao cliente para resolver a questão. O professor Menegotto diz que nunca precisou devolver produtos ou fazer trocas, pois as figuras ilustrativas do site orientam bem o comprador.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Cliente satisfeito nem sempre é leal
Os resultados são mostrados por meio do Índice Ipsos, que varia de 0 a 100 pontos.
Os setores de supermercados, shopping centers e cartão de crédito de lojas, que recebem boas avaliações com respeito à satisfação de seus serviços, apresentam baixos índices de lealdade dos clientes.
Nestes setores, a relação pode ser medida com a seguinte pontuação: 43 lealdade e 75 satisfação em supermercados, 31 lealdade e 76 satisfação com shopping centers e 41 lealdade e 77 satisfação com cartões.
O índice de lealdade aos shopping centers é o menor dos setores estudados. Ele lidera o ranking de facilidade de mudança por parte do cliente, com 71 pontos; seguido por cartões de crédito de lojas (67); e bancos (66), que empatam com seguro de automóvel.
No sentido inverso, os clientes de telefonia fixa residencial não apresentam os piores níveis de lealdade apesar de seus baixíssimos níveis de satisfação geral com os serviços prestados por seus fornecedores. A relação foi verificada em 46 pontos lealdade e 61 satisfação.
Quando questionado sobre a facilidade de mudança de fornecedor, o telefone fixo ficou com uma das menores pontuações, 51, perdendo somente para a TV por assinatura (45 pontos), demonstrando que a portabilidade ainda não está sendo utilizada plenamente pelos clientes.
O estudo aponta que, além dos fatores internos do fornecedor, a fidelidade dos clientes depende da natureza da categoria, das barreiras à mudança (variável de acordo com o perfil dos clientes) e da oferta de fornecedores no mercado.
A pesquisa foi realizada entre usuários de 16 serviços nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro: banco, cartões de crédito de lojas, cartões de crédito de bancos, seguro de automóvel, supermercado, shopping center, posto de gasolina, internet domiciliar, telefonia celular, telefone fixo residência, TV por assinatura, água residencial, energia elétrica residencial, gás residencial, ônibus urbano e metrô.
A amostra abrangeu 300 casos por setor, em São Paulo e no Rio de Janeiro, entre homens e mulheres maiores de 18 anos, com telefone em casa, usuários e decisores da contratação do serviço.
 
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Consumidor confia na propaganda
Quem acha que os consumidores não gostam dos intervalos comerciais e das mais diversas formas de propaganda está redondamente enganado. É o que aponta um estudo divulgado na última semana pelo Instituto Nielsen. A pesquisa global, desenvolvida nos meses de março e abril pela internet com mais de 25 mil consumidores em 50 mercados da Europa, Ásia, América – incluindo o Brasil – e Oriente Médio avaliou a confiança, o valor e o compromisso que os consumidores enxergam na publicidade.
O estudo aponta que os latino-americanos são os que mais veem valor e confiam na publicidade, nas diversas mídias, enquanto os europeus são os que menos confiam. Já entre as mídias, o destaque fica por conta da TV e dos jornais que são os que atraem mais confiança por parte dos consumidores, mesmo os jornais tendo registrado queda de 3% na confiança do consumidor em relação há dois anos.
Os dados também mostram que os consumidores veem relevância no setor: 81% acham que a publicidade ajuda a subsidiar esporte e cultura através de patrocínios. Já 67% acham que a publicidade ajuda a financiar conteúdo nas diversas mídias e 66% dizem que a publicidade frequentemente atrai e entretém. A pesquisa mostra que a confiança do consumidor na publicidade subiu desde 2007, quando foi feito o primeiro estudo. Mas o boca-a-boca continua sendo essencial: consumidores confiam na opinião de outros consumidores – conhecidos ou não – mais que em publicidade paga, incluindo aí mídia impressa e online, outdoor, rádio e TV.
Nos 50 mercados estudados, a maioria dos consumidores acredita nas mais diversas formas de propaganda e concorda que a publicidade colabora com a promoção de competição no mercado e apoia as diversas mídias.
A confiança na publicidade está aumentando: os consumidores hoje acreditam mais em todos os canais de marketing que dois anos atrás. Mas o mobile marketing ainda tem um grande caminho a percorrer. Mensagens de texto nos telefones celulares têm menos confiança por parte dos consumidores (24%). Segundo o estudo, “entender a confiança do consumidor na publicidade é hoje mais importante do que nunca”, já que escolher o que quer ver e evitar comerciais está ficando cada vez mais fácil para os consumidores.
Como exemplo, o estudo cita que 28% da audiência televisiva nos Estados Unidos usou aparelhos de DVR no primeiro trimestre de 2009, podendo escolher ao que assistir e excluir comerciais. Além disso, as mídias sociais estão expandindo as influências positivas e negativas dos consumidores em relação às marcas, o que deve ser levado extremamente em conta já que dois terços da população global que usa internet participam de comunidades online. Os canais non media têm mais confiança que os de mídia paga.
Depois da recomendação de amigos, que aparecem como o melhor indicador para o consumidor, websites das marcas têm um bom desempenho, seguidos pelas opiniões dos consumidores postadas em sites, conteúdo editorial e patrocínios.
O estudo destaca que a importância da recomendação de amigos e a opinião de consumidores online têm levado os profissionais de mar-keting a prestar atenção contínua ao uso das mídias sociais e à mídia gerada por usuários.
Mídias
A pesquisa mostrou a publicidade online, incluindo mensagens de texto, buscas online, banners e vídeos online, únicos canais que têm a confiança de menos da metade dos consumidores mundiais. Por outro lado, a boa notícia para a mídia online é que a confiança do consumidor nesta área está crescendo. A porcentagem dos consumidores que confiam em banners aumentou de 26% em 2007, quando foi feito o primeiro estudo, para 33% em 2009. Em ferramentas de busca ela aumentou 21%, saindo de 34% para 41%.
Este também é o percentual de consumidores ao redor do mundo que confiam nesta mídia e mais uma vez a América Latina é a mais confiante: 53% dos latino-americanos confiam na mídia online enquanto na Europa o numero é de 36% e nos Estados Unidos de 42%.
Apesar da TV e dos jornais serem as mídias que atraem mais confiança, com o alto número de 61%, há uma grande variação entre as diversas regiões. A confiança na TV é muito maior que a média na América Latina: 74% dos consumidores confiam na TV enquanto na Europa este número é de 49%. O numero global é de 62%.
O jornal quase empata com a TV com 61% da confiança dos consumidores mundiais. E na América Latina, como a TV, tem alta confiança por parte dos consumidores: 75% confiam na publicidade em jornais enquanto na Europa o numero é de 50%. A grande confiança dos latino-americanos na TV e no jornal pode ser vista em quase todas as mídias, exceto no e-mail marketing. Por outro lado, os americanos são os que mais confiam em e-mail marketing, se este for enviado com aprovação.
O valor da publicidade
Levando em conta que, além de querer que os consumidores confiem na publicidade, anunciantes e empresas de mídia querem que eles entendam o valor dela, o estudo mediu a percepção do consumidor de acordo com oito quesitos.
Os consumidores tiveram que responder se a publicidade aumenta o valor dos produtos, gerando competição; promove a escolha do consumidor, ajudando a exercer o direito de escolha; ajuda no crescimento econômico (colaborando com o sucesso das empresas); cria empregos (com o crescimento econômico e também como indústria); é vital para a mídia (colaborando com uma mídia diversificada, plural); incentiva o esporte e a cultura (através de patrocínios); ajuda a fazer diferença (com a publicidade de serviços públicos e campanhas sociais), e se frequentemente atrai atenção e entretém.
Mundialmente, a maioria dos consumidores concorda que a publicidade entrega estes valores. Mais de 80% acredita que ela ajuda a subsidiar esporte e cultura através de patrocínios. Já 63% disseram que ela fornece informações essenciais em assuntos como segurança e saúde através de campanhas da área pública.
Apesar da percepção da publicidade parecer consistente entre as diferentes idades e gêneros, há uma variação considerável nas diferentes regiões. A maior diferença foi notada no quesito que questiona se a publicidade colabora para que os consumidores façam suas escolhas, ao fornecer informações.
Globalmente, dois terços dos consumidores acreditam nisso. Já na América Latina, oito em cada dez consumidores concordam, enquanto na Europa apenas metade disse que sim. A percepção do valor que a publicidade entrega varia de acordo com as regiões sendo que o Leste Europeu é onde os consumidores são mais céticos e a América Latina onde se enxerga mais valor na publicidade.
Na conclusão do estudo, o Nielsen aponta que a variação na confiança do consumidor nos diversos mercados tem implicações na melhor maneira de atrair consumidores em um mundo de mídias fragmentadas. E mais, entender o valor que os consumidores veem na publicidade – e o nível de compromisso que eles sentem –, pode ajudar os profissionais de marketing a atender melhor os interesses das suas audiências.
Credibilidade em alta no Brasil
Foi constatado que enquanto a confiança e a percepção de valor podem ter uma grande variação entre os diferentes mercados e mídias, a confiança do consumidor global na publicidade está crescendo, a maioria reconhece o valor que a publicidade oferece.
Mas assim como a América Latina se destaca como região quando o assunto é confiança na publicidade, o Brasil desponta entre os cinco países que mais confiam na publicidade de diversas mídias.
Em jornais e TV, 77% dos consumidores brasileiros pesquisados apontaram que confiam na publicidade destas mídias. Já em Rádio, o número é de 72%; em e-mail marketing, 67%; em vídeos online, 54%, e em ferramentas de busca, 62%.
No mobile marketing os brasileiros aparecem com um percentual menor, de 36%, mas apesar disso o País está na quarta posição, já que a mídia ainda tem um longo caminho a percorrer para adquirir a maior confiança do consumidor.
Além destes dados, a pesquisa aponta que 79% dos brasileiros confiam nos patrocínios. Vale destacar a presença da Venezuela como país em que os consumidores têm uma das mais altas confianças na publicidade assim como a Colômbia. Outros países que se destacam entre os cinco primeiros em confiança dos consumidores em várias mídias são Vietnã e Paquistão.
sábado, 4 de julho de 2009
Após pagar despesas, brasileiros investem em tecnologia
A pesquisa, que falou com mais de 25 mil usuários de internet em 50 países, também mostrou que o internauta brasileiro está menos otimista de que é um bom momento para se fazer compras. O índice que mede esta confiança caiu de 109 para 88 pontos, de acordo com o estudo.
Quanto ao aumento do consumo de bens com novas tecnologias, José Reinaldo Riscal, da Nielsen Brasil, revela que o porcentual de consumidores interessados neste tipo de produto só tende a aumentar. Segundo ele, um bom exemplo é a área de telefonia celular. Em um levantamento recente, a Nielsen constatou que 63% do público do serviço de valor adicionado no celular tem entre 15 e 34 anos, o que mostra um perfil de consumidores jovens e cada vez mais ávidos por tecnologia.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Conar estreia campanha que marca seu novo posicionamento
Trabalho é o primeiro feito pela AlmapBBDO; Há três anos entidade não colocava uma campanha no ar

A AlmapBBDO acaba de criar campanha para o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). É o primeiro trabalho da agência para o órgão depois que a mesma assumiu a conta, no final do ano passado. “Nós agradecemos muito o trabalho feito pela Talent, toda essa colaboração por oito anos, mas passamos para outra agência parceira do Conar. Escolhemos a AlmapBBDO para renovar a comunicação”, disse Edney Narchi, vice-presidente executivo do Conar.
Havia cerca de três anos, segundo Narchi, que a entidade não colocava uma campanha no ar. “Durante esse período teve um anúncio esporádico, mas campanha mesmo, não. Além dos anúncios, essa vai mais tarde para a TV”, explicou.
A campanha, que estreou na semana passada, é composta por quatro anúncios de mídia impressa e tem como objetivo comunicar a eficiência da entidade e promover o seu rejuvenescimento.
Três peças são voltadas ao público em geral e trazem personagens sendo fotografados como prisioneiros. Um texto abaixo indica o mau uso da publicidade. A peça com o Pinóquio aborda a propaganda enganosa. Outra com um homem encapuzado, em alusão a Kun Klux Klan, rechaça o preconceito. A terceira mostra um coelhinho com uma caneca de cerveja e critica a publicidade de bebidas alcoólicas com personagens infantis.
O quarto anúncio, alltyped, é voltado a publicações especializadas e traz um texto falando da importância da entidade e negando as meias-verdades. “As peças são facilmente decodificadas mesmo por aqueles que não são interlocutores diários da publicidade”, explicou o executivo.
Todos os anúncios têm a assinatura “Propaganda boa é propaganda responsável”. “Nossa necessidade é mais pontual que conceitual. Temos problemas como a publicidade de medicamentos, de bebidas e para o público infantil. A solução criativa foi muito feliz. Passa com leveza a ideia de que existe um organismo defendendo a boa propaganda”, disse Narchi. Para o vice-presidente executivo do Conar, uma entidade como a que ele representa precisa ser lembrada e precisa que a população acredite nela. “É uma organização que não tem apoio governamental e que depende do esforço particular das agências”, completou.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Adidas faz festa para se aproximar de consumidor
House Party será realizada em quatro capitais, além de uma festa feita só para um consumidor
Comemorando 60 anos da existência das três listras, a Adidas Originals, segmento da marca voltado para o lifestyle, está com a campanha mundial chamada House Party, criada pela agência canadense Sid Lee. No Brasil, a ação também contempla uma festa exclusiva em quatro capitais - São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. A House Party é feita por 20 pessoas de cada cidade, escolhidas pela equipe da Adidas, que passam a ser as “donas da casa” e convidam outras 20 pessoas para a festa.
Segundo Hugo Ribeiro, diretor da Adidas Originals Brasil, o objetivo é se aproximar de diversas tribos ao mesmo tempo. “A proposta da festa é celebrar a originalidade com os consumidores. A gente quis replicar este espírito que vemos no filme: todas as tribos dentro desta festa. É uma maneira da gente se aproximar e interagir muito com o nosso consumidor. Porque a gente não quer transformar a marca na cara de uma pessoa. A marca tem a cara de quem a veste”, diz Ribeiro.
Além da campanha que contempla dois filmes para TV de um minuto e 30 segundos, um filme para cinema (na exibição do filme “Wolverine”), as festas, ação em pontos-de-venda e anúncio em revistas, também há uma promoção feita em parceria com a MTV.
O autor da melhor frase para a pergunta “Como convencer o seu amigo a emprestar a casa para fazer a festa?” ganhará uma festa para 49 amigos com a presença dos VJs da MTV. Também há pílulas com momentos da festa e outras imagens que não foram para o filme de um minuto no site global da Adidas Originals. “Existe também um filme de dois minutos na internet com imagens inéditas e também, um depoimento das pessoas que participaram da filmagem e o que eles acharam da campanha”, explica Ribeiro.
No Brasil, a campanha foi adaptada pela Lew'Lara/TBWA, agência da marca, e a execução da festa foi concebida pela Slash/Slash.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Fórum de Debates da APP
O primeiro Fórum de Debates da Associação dos Profissionais de Propaganda de 2009 provoca os publicitários e empresários a pensar na nova classe média brasileira e na sua forma de consumir produtos, serviços e também os meios de comunicação.
Em sua 17ª versão, o Fórum da APP que acontece no próximo dia 12 de maio, é um termômetro do mercado ao abordar temas contundentes e atuais, permitindo a integração de profissionais de todos os setores da propaganda e do marketing, estejam eles nos anunciantes, nas agências, nos veículos ou em fornecedores.
Para Alceu Gandini, vice-presidente da entidade e organizador do evento, "buscar entendimento sobre as características desta classe social que vem crescendo e consumindo rápido pode fazer a diferença no sucesso de campanhas publicitárias e dos planos estratégicos das marcas”.
Já André Torretta, especialista e observador deste novo consumidor desde suas incursões pelo marketing político, defende que o uso correto das ferramentas de comunicação e marketing podem viabilizar negócios antes inexpressivos.
Um dos atrativos do Fórum de Debates da APP é a integração da platéia com os debatedores, nesta edição, Rodrigo Lacerda, diretor de marketing corporativo do Carrefour e Ulisses Zamboni, sócio diretor de planejamento da Santa Clara Nitro e presidente do Grupo de Planejamento Estratégico.
O evento será aberto pelo presidente Paulo Chueiri e mediado por Alceu Gandini.
FICHA TÉCNICA
17º Fórum de Debates APP – A nova classe média brasileira
Data: 12 de maio (terça-feira)
Horário: 19 às 22 horas
Local: Auditório do Grupo de Mídia – Av. Dr. Cardoso de Melo, 1340 – 15º andar
Investimento: R$ 40,00 para sócios e R$ 80,00 não-sócio
Mais informações: (11) 3813-0188
