sexta-feira, 15 de maio de 2009

Como será a banda larga em 2015?

Comparado aos países desenvolvidos, o Brasil ainda está longe de possuir serviços de banda larga acessíveis para toda a população. Segundo dados do Baromêtro de Banda Larga da Cisco e da IDC, no ano de 2008, o número de usuários do serviço chegava a apenas 5,5% dos brasileiros, ou o equivalente a 10 milhões de pessoas.

Além disso, os medidores de banda larga do país ainda consideram 128 e 256 Kbps internet de alta velocidade, índices questionáveis se forem levados em consideração os serviços de países como Estados Unidos e Japão, onde velocidades superiores a 2 Mbps atendem cerca de 1 milhão de internautas.

No entanto, o histórico do serviço no Brasil leva a crer que mudanças no setor poderão acontecer nos próximos anos. Em 2001, o país possui 343 mil usuários de banda larga, contra os esperados 15 milhões em 2010.

De acordo com o Barômetro, se o país continuar com o crescimento médio apresentado nos últimos anos, deverá chegar em 2015 com cerca de 30 milhões de usuários do serviço. Isso sem levar em conta novas tecnologias, como WiMax e 4G, que poderiam multiplicar diversas vezes esse número.

Acima dos 100 Mbps


Com boa parte das novidades tecnológicas baseadas nos serviços de banda larga, são esperados movimentos por parte das operadoras para que sejam fornecidas as chamadas 'supervelocidades' no Brasil. Mesmo assim, as empresas de banda larga afirmam que não existe consumo ou demanda que justifiquem possíveis investimentos. “No Brasil ainda existe a cultura de que o consumidor não precisa de alta velocidade no seu acesso de internet. Vint Cerf – o evangelista chefe de internet do Google – diz que as restrições de capacidade de internet são apenas desculpas das telcos para espremer os clientes”, diz Eduardo Prado, consultor de telecomunicações, em artigo publicado no site Teleco.

Segundo Prado, uma residência que utiliza diversos recursos tecnológicos poderia consumir facilmente 150 Mbps de banda larga. "A necessidade que os consumidores terão de utilizarem diversas aplicações simultaneamente, vão demandar um aumento real da oferta de banda larga e, nesta situação, os provedores de serviços não se omitirão pois estarão aumentando a sua receita", afirma o consultor.

Por conta dessa nova demanda, algumas operadoras do país já buscam oferecer acessos com velocidades superiores aos 10 Mbps. Um exemplo, é o link de fibra óptica (FTTH) de 30 Mbps da Telefônica, disponível para moradores dos Jardins, em São Paulo. A Net, também já possui velocidades de 60 Mbps via cabo (Docsis 3.0) disponível para o Leblon, no Rio de Janeiro.

Com informações do Plantão Info
 

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