sábado, 20 de junho de 2009

Gasto em entretenimento digital puxa expansão lenta da mídia, diz pesquisa

Conteúdo digital deve compensar o declínio dos modelos tradicionais. Acesso à internet e vendas de publicidade lideram o processo nos EUA.

O investimento mundial em entretenimento e mídia atingirá US$ 1,6 trilhão em 2013, com um ritmo anual de crescimento relativamente moderado, de 2,7%. Enquanto isso, o avanço no conteúdo digital compensará o declínio nos tradicionais modelos de receita, afirmou a PriceWaterhouseCoopers, nesta terça-feira (16).

A migração para o entretenimento digital vai se acelerar à medida que as empresas buscam por mais eficiência em publicidade e distribuição, em meio à crise, e os consumidores procuram por mais controle sobre o conteúdo e mais valor, de acordo com o relatório Global Entertainment and Media Outlook: 2009-2013, lançado na terça-feira.

O relatório também mostra quedas no consumo e no investimento publicitário até 2011, em certas áreas, com retorno de um crescimento saudável em 2012/3, e que as empresas de mídia estão lutando para atrair receita de audiências fragmentadas e móveis.

O mercado de entretenimento e mídia dos Estados Unidos deve voltar a crescer, à razão de 1,2% ao ano, para US$ 495 bilhões em 2013, com o acesso à internet e as vendas de publicidade na internet liderando o processo, de acordo com a projeção de cinco anos da empresa sobre o setor de mídia.

Avanço do digital
O crescimento dos segmentos digitais vai superar de longe o do restante do setor durante a desaceleração e a recuperação, e as receitas digitais roubarão mercado das não digitais, afirma o estudo.

Foram previstos declínios de receita ao longo do período para a publicidade em TV, livros didáticos e comerciais e o mercado de revistas, bem como para música gravada e jornais.

O investimento publicitário geral nos EUA deve cair em média anual de 1,7%, para US$ 174 bilhões em 2013, ante US$ 189 bilhões em 2008, e o investimento publicitário mundial em 2013 será 13,3% mais baixo do que em 2008, de acordo com o relatório.

"O declínio atual das receitas não se deve à queda da demanda", disse Bill Cobourn, da divisão de mídia e entretenimento da PricewaterhouseCoopers. "Na verdade, a demanda (por entretenimento e mídia) parece estar crescendo."
 

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