
Fernanda durante palestra no iG Digital DayEla ressaltou que o mundo está em transformação e a propaganda acompanha esse processo de evolução. “O mundo mudou e a gente evoluiu. A tecnologia da informação vai ter um impacto na propaganda também.” Segundo ela, entretanto, o mercado voltou à origem, após o processo de industrialização e voltou a ter uma identidade “regionalizada e personificada”.
“A gente voltou à origem. Tudo voltou a ser local. O Google é meu amigo, o atendimento da O2 fala comigo no Twitter, a Dell me dá barganhas no Twitter, a opinião do blogueiro é mais importante que a do Wall Street Journal”, explicou. “Hoje, o meu cartão de visita é o meu Twitter. Antes era o meu email. As pessoas se apresentam assim. É mais fácil saber o email que o telefone de alguém”, completou.
“Se o mundo mudou, o branding também tinha de mudar, não?”, questionou. “Você vê o ranking da Interbranding em 2001, tinha a Coca Cola em primeiro lugar e a AT&T em décimo. Em 2008, tudo seguiu igual no miolo, mas o Google aparece em décimo lugar. Em 2004, o Google sequer estava no ranking”, completou, reforçando que o Google não faz a propaganda “tradicional”.
Fernanda citou o exemplo da Apple como a força da marca, com a criação do iPhone. “O primeiro cliente que comprou o iPhone foi aplaudido quando saiu da loja da Apple. Isso é poder de marca”, afirmou.
Após fazer uma apresentação sobre a história da Publicidade, Fernanda destacou a mudança na geografia atual. “A geografia era separar o mundo em países e blocos. Claro que o país ainda é importante, mas hoje o país é muito mais definido pelo dinheiro e empresas que formam esse país. Hoje, o Bill Gates é muito mais poderoso que o Barack Obama, por exemplo”, afirmou.
“Hoje em dia, a geografia não é mais mapa mundi ou atlas. É uma pesquisa no Google Maps que mostra quantas cafeterias tem em Nova York ou quanto eu vou gastar entre o meu hotel e um museu da cidade”, comparou. “Geografia é como eu uso o espaço”, completou.
Ela citou como exemplo da mudança no processo de produção a empresa Threadlear, que reúne designs de camisas desenvolvidos por internautas. “Eles colocam o desenho no site e, se houver uma procura significativa, mandam imprimir a camiseta em quantidade.” Outro exemplo de produção citado por Fernanda é o próprio Youtube. “Tem crianças em alguns países já dizendo que está ‘assistindo’ o Youtube. É uma produção de conteúdo enorme e, consequentemente, o Youtube virou um grande banco de talentos.”
“Jornais pelo mundo inteiro hoje fazem seu conteúdo usando comentários e coisas que são mandadas por sua audiência”, disse Fernanda, destacando o papel dos blogs nesse contexto de produção.
Com relação à distribuição, a diretora criativa da Euro RSCG reforçou o papel da Internet. “Em três meses, o outlet da Dell no Twitter faturou US$ 3 milhões. Essa é a nova distribuição”, ponderou.
Fernanda Romano - Diretora Criativa Global da Euro RSCG. A brasileira acaba de sair da JTW em Londres para atuar na área do digital e de publicidade experimental da Euro RSCG. Fernanda ocupou a direção criativa da JWT de Londres onde trabalhou clientes como a Unilever, Cadbury e a Diageo.
O evento
O Portal iG promoveu na manhã desta terça-feira a terceira edição do iG Digital Day, em São Paulo, para debater o tema “A Internet como Plataforma de Resultados”. O encontro, que aconteceu no Hotel Unique, reuniu nomes de destaque de agências de propaganda e executivos de marketing, mídia e criação de grandes empresas.
O iG Digital Day é um evento para agências e anunciantes dedicado à análise de cases, ideias e últimas tendências da publicidade na Internet.

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