segunda-feira, 27 de julho de 2009

UOL cria encarte para esclarecer empresários

Material traz informações sobre internet no Brasil

Líder entre os portais de conteúdo no Brasil, com mais de 24 milhões de visitantes únicos/mês, o UOL mostra-se preocupado com a falta de informação do empresariado brasileiro sobre a internet. Embora seja o País recordista em tempo de navegação – em junho os brasileiros passaram 44 horas e 59 minutos na internet (segundo Ibope) –, a participação do meio no bolo publicitário está ainda muito aquém: 4% contra 10% da média mundial.

Diante desses fatos e obviamente interessado em alavancar suas receitas, o UOL criou encarte intitulado “A internet merece ser vista com mais atenção”, que circulou nos jornais do trade e Valor Econômico, no último mês. As informações tinham por objetivo atingir, sobretudo, o empresariado brasileiro.

“A avaliação é que na elite empresarial do País ainda tem muita gente com dúvidas em relação à eficácia da internet como mídia. Ideia foi divulgar conjunto de argumentos numéricos, mostrando a importância da internet na vida das pessoas e importância para as marcas estarem presentes no meio”, disse Enor Paiano, diretor de publicidade do UOL.
Paiano afirma que a iniciativa gerou bons resultados, como, por exemplo, o interesse de 28 mil pessoas em baixar o arquivo em PDF no site do UOL. “A repercussão foi boa, até mesmo entre nossos concorrentes”, falou o executivo.

Segundo Paiano, o encarte também tinha como meta desmistificar alguns mitos equivocados sobre a internet. “Muita gente no Brasil acha que internet é coisa de jovem, rico e que as pessoas estão conectadas na maior parte do tempo à noite. Mas isso não é verdade. A internet tem penetração em todos os públicos, sobretudo a classe C, e o tráfego acontece durante o dia”, destacou.

O Brasil também é o sétimo maior mercado mundial de internet em número de usuários – cerca de 44 milhões. No entanto, o mercado nacional ainda enfrenta o desafio de ter métricas mais padronizadas para medir o retorno do meio. “Comparado com os outros meios que têm uma questão muito bem resolvida em matéria de métrica, a internet não alcançou esse nível de maturidade no Brasil. O mercado sofre com isso”, avaliou Paiano.
 

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